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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

SÓ CONTOS

No começo, era assim que os mais velhos passavam os seus conhecimentos aos mais novos, através de narrativas que contavam o que todos precisavam saber. Eles agiam naturalmente, se expressando e trabalhando o grupo em forma circular, ao pe do fogo, onde os fios da memória entrelaçavam-se, perpetuando a "arte de contar histórias e os segredos de cada narrativa...

CONTEÚDO DE AUTORIA E POSTAGENS - "GRUPO BOCA DE LEÃO"



Cantiga de Guerra

 (Revolução da Década de 1960)

Ao soldado desconhecido...

Na minha infância aos sete anos, já tão distante,
Vêm na minha memória, fragmentos, flagrantes,
De momentos inesquecíveis...

Num velho roçado de milho,
Batata doce, macaxeira, feijão...
Era o que meu pai plantava,
Para a nossa alimentação

Caminhava em meio ao milharal.
Acompanhava os passos dos meus pais
Trançava os cabelos das bonecas de milho.
Minhas irmãs e eu, fazendo traquinagem atrás.

Meu pai zangado quando olhava, perguntava:

─ Quem fez essa arrumação?
Eu logo tomava as dores
Nem foi eu, nem elas não!

─ Oras, mas quem fez?
Decerto, as suas mãos,
E quem confessar
Por essa vez, não apanha não!

 ─ Fomos nós papai!
Não bata em nós não
A gente desfaz todas as tranças
Pois o senhor tem razão
Eu sei que a boneca vai virar
Espiga de milho para nos alimentar.

Ouvia uma voz conhecida
Cantando uma triste canção
Era da minha mãezinha
Enquanto catava feijão

Era cantiga de guerra...
De tanto ela repetir,
Foi que eu aprendi...

De onde era essa guerra?
Eu nunca ouvi falar,
Mas escutei com atenção
A minha mãezinha cantar...

 Não sei, só sei que foi assim...

Toca bumbo, toca surdo, toca tudo,
Que já é... É sinal de guerra
 E quando ouvir a corneta tocando,
 Sou eu que estou chorando
 Com saudade da minha terra. Bis

 Para bumbo, para surdo, para tudo,
 Que já é o meu momento derradeiro
 E quando ouvir a corneta tocando
 Sou eu que estou chegando
 No Rio de Janeiro. Bis 

 Quem achar o botão da minha blusa,
 Faça favor de entrega à mamãezinha
 Diga a ela que seu filho já morreu
 Entregue minha alma a Deus
 E a corneta da Mariquinha. Bis

(Memórias de Infância: Dora Duarte)

 
 

O MENINO DESMEMORIADO E O MACACO FOLGADO
Autoria: Bruxa da Mata
 



Grunet era um menino muito esperto, do tipo que tudo queria saber, virando as coisas do avesso até encontrar aquilo que, muitas vezes, ninguém deseja mostrar.

Certa vez ao subir a colina que o levava até sua casa, um macaco azul pulou nas suas costas. Apavorado, sem saber o que lhe agarrava com aqueles braços peludos, Grunet correu mais veloz que o vento. Subiu a colina sem se dar conta do que acabara de fazer.

Ao chegar em casa, ele sacodiu, sacodiu, sacodiu-se todo... Até não sentir mais aquela agarrada apertada.

Sem fôlego, o menino entrou em casa, sacudiu-se mais um pouquinho... Retirou toda roupa do corpo e correu até o espelho para olhar-se todinho, dos pés até... Quando viu na soleira da janela de seu quarto, um macaco todo azul, parecendo um tanto assustado.

O macaco, mais apavorado que Grunet, começou a tagarelar:

- Uh uh uh...

E só saía um som que o menino entendia: a letra “U”. Então Grunet pegou o macaquinho e o abraçou forte, acalmando o animalzinho.

Depois de ver seu novo amigo, tranquilo, o levou até a cozinha e lhe deu para comer, uma penca de bananas fresquinhas.

Vendo a fome que o macaco tinha, Grunet o batizou de Azulão Comilão.

Depois de encher a pança, era hora de tirar aquela soneca, e o macaco Azulão Comilão, sem perder tempo, foi logo pulando na cama do amigo e dormiu profundamente. Enquanto dormia, seu corpo foi ficando incandescente, e a cor azul transformou-se numa luz que tomou conta do quarto, ultrapassando as paredes e todos os cômodos da casa.

Grunet, divertindo-se lá fora com as borboletas, não viu quando o seu mais novo amigo, agradecido pelo bem recebido, desapareceu, indo embora sem se despedir, deixando o mundo do menino todo colorido.

Ao chegarem em casa, seus pais não acreditaram no que viram.

- Marido, eu te falei que isso ainda ia acontecer.

- Mulher, eu te disse que a gente não deveria deixar o nosso filho brincar solto por aí. Agora só falta ele dizer que foi o vizinho quem pintou tudo isso sozinho.

Neste momento, Grunet chegou radiante, falando pelos cotovelos.

- Pai... Mãe! Vejam o que aconteceu... Mas não fui eu... Foi o Azulão Comilão.

- Quem é este tal de Azulão Comilão? – a mãe quis saber, sendo interrompida pelo marido.

- Só falta ele dizer que é um mago com uma varinha mágica que pintou nossa casa inteirinha, da porta da sala até a cozinha.

- Não!... Quem fez isso foi meu amigo macaco. Ele é todo azul, e se vocês querem ver, ele está lá no meu quarto, descansando com a pança bem cheia de bananas.

A mãe correu até o quarto do filho, e nada viu.

- Grunet Grunet... Onde está o tal amigo?

E o pai falou, encerrando o assunto:

- Mulher, até quando irás com este blá blá blá...

E por mais que desejassem se expressar, o menino e o macaco, continuaram sozinhos - Grunet brincando no seu mundo encantado e o Azulão Comilão cada vez mais folgado.


Fonte: http://www.facebook.com/BruxaDaMata
2013 

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 DOIS CONTOS EM HOMENAGEM A TODOS OS ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO DE NOVA TRENTO, PARA EDIÇÃO NA REVISTA “PASSATEMPOESIA”, EM MARÇO DE 2013.

Numa conversa com o meu amigo Mi, na casa de D. Daura, sua mãe e minha professora de "renda de bilro", desde dezembro de 2012, em Capoeiras, Bairro de florianópolis - SC, fiquei sabendo da assombração do TAC, um segredo guardado e só agora revelado. Mi conhece o teatro dos és até a cabeça, e afirma que ele mesmo, numa noite, depois das 23h, após o teatro pronto para os espetáculos do dia seguinte, começou a ouvir uma música que vinha do palco, e um vulto que bailava... Como registrei o relato, estou elborando um conto de arrepiar todos os cabelos do corpo. Até fiz a besteira de comentar com uma escritora catadora de idéias e descobertas alheias, a qual ficou de olhos vidrados ao ouvir e ler este relato na Revista de março, e se dirigindo à minha pessoa, foi logo falando: "Se você quiser, posso escrever um conto!" Falou assim, já catando o que podia, foi quando parei e olhei nos seus olhos da velha matreira, e cortei a conversa. Outra raposa velha, cobra criada que rondava atenta na conversa, saiu de fininho. 

No universo literário, infelizmente, temos que ter todos os cuidados para não ver os nossos legados roubados, depois editados e registrados, até mesmo por colegas, conhecidos e, também, aqueles que colam em nós, dizendo ser nossos amigos - Amigos da Onça, os quais depois do acontecido, se ver os nossos escritos, saem falando, com a maior "cara de pau", pelos quatro cantos do mundo: "O que aquele Fulano fez é um plágio!...
Por enquanto, só estou editando o pequeno relato que segue com o presente título:
  
CLASSIFICAÇÃO
 Conto de Assombração


A BAILARINA E O PIANISTA


Dizem os antigos, que ainda vivem, que na década de cinquenta, no primeiro teatro da Ilha de Santa Catarina, uma bailarina encantadora, bailava ao som de um piano, no palco do antigo teatro, o qual era muito frequentado pela burguesia da época.
Numa noite, após o espetáculo de balé, a bailarina não voltou para casa. Foi encontrada pendurada na vara do palco... Em seguida, dada por desaparecida.
Jamais citaram esta história, mas há quem diz que a bailarina costuma aparecer no palco do teatro, sempre depois da meia noite, talvez esta seja a hora de seu inexplicável desaparecimento. Mas vamos deixa-la em paz, lá no palco do antigo teatro, bailando ao som do “Cisne Negro”, tocada pelo seu amado pianista, com suas eternas lembranças...
 CLASSIFICAÇÃO
 Conto de Origem misturado com Conto Acumulativo

POLACO
No reino dos animais, dentro de um galinheiro cheio de aves de todas as raças, morava Frísia, uma galinha holandesa caramelizada com branco, cheia de pintas pelo corpo. Era uma galinha muito cobiçada. Ela só não ia para a panela porque enxia ninhos e mais ninhos de ovos, onde passava dias e mais dias sobre eles deitada. Era a galinha mais chocadeira do reino.
De sua primeira ninhada, nasceram pintinhos de todos os tamanhos e todas as cores. Somente um nasceu bem diferente. Seu corpo todo coberto de penugens branquinhas, com uma mini crista rosada, por ter o pescoço pelado, mal começou a ciscar, virou motivo de risadas.
Frísia, como todas as mães, prestou atenção em cada filho e a cada um deu um nome:
- Vocês, com jeitinho de francês, serão chamados de Pedrês. Estes miudinhos, com forças nos pés, serão os meus Garnisés. Estes aí cheios de pintinhas, lembrando as pinturas de Joan Miró, o escultor e pintor surrealista catalão, serão os meus Carijós. Estranhando a aparência do filho que nasceu por último, olhando-o da cabeça aos pés, acarinhando seu pescoço, falou toda orgulhosa:
- E você aí... Meu branquinho garboso, com este pescoço engraçado, se chamará Polaco!
E o pequenino pintinho, vivendo naquele galinheiro cheio de aves zombeteiras, as quais não paravam de bater com as línguas nos bicos, parecendo um bando de papagaias, quando viam Polaco passar falavam todas ao mesmo tempo:
- Cócócó... Cócócó... Lá vem pelado!... Não, não... É Polaco, é Polaco!...
Não suportando mais as piadinhas e os maus-tratos dos vizinhos, até mesmo dos próprios irmãos, Polaco arrumou uma trocha com todos os seus pertences e partiu rumo ao palácio, para uma conversa com o Rei Leão.
Somente o Rei acabaria com esta “azucrinação”.
Para entrar no palácio, ele teria que ter uma boa justificativa para falar com o rei... Pelo fato de ter nascido com o pescoço pelado e se tornado motivo de piadas daquele bando de aves malvadas
- Deixe-me pensar... Já sei, levarei uma mensagem ao Rei!
Frísia, ao ver o filho partir, cantou alto para todos ouvir:
- Cócócóóó... Cócócóóó... Meu filho Polaco me abandonou!... Cócócóóó!...
- Pobre mãe aflita, de nada adiantou a gritaria.
Polaco seguiu seu rumo. Caminhou... Caminhou... E no caminho ele ouviu alguém que dizia:
- Polaaacooo.... Polaaaco me leva contigo?
- Quem está aí? – quis saber Polaco, todo preocupado.
- Sou eu seu bobo... O lobo! Mas não se preocupe... Basta me deixar entrar na tua trocha. Prometo que ficarei bem quietinho. Diminuirei de tamanho, como se estivesse no ventre de minha mãe.
- Promete que não vai me dar nem uma mordidinha... Promete?
- Claro que prometo! - e o lobo beijou os próprios dedos em cruz, três vezes, bem assim... Encolheu, encolheu, até caber na trocha.
Polaco, caminhou mais um tanto e parou para se refrescar na água do lago, quando de repente, ouviu uma voz que borbulhava bem à sua frente.
- Pintiiinhooo, pra onde você vai?
- Vou para o reino falar com o Rei Leão!
- Então me leva com você?
- Não posso... Já estou levando o lobo! Se você entrar na minha trocha, ele morrerá afogado!...
Nesse momento, o lago parou... E o silêncio tomou conta daquele lugar, dando a sensação de um vazio sem graça.
- Não fique triste! – exclamou o pintinho, todo preocupado ao ver o lago parado.
- Se você me levar, eu ficarei todo enroladinho, num montinho pequenininho, em qualquer cantinho de sua trocha, sem afogar o lobo!
- Tudo bem então entre! - e lá se foi Polaco carregando o lobo e o lago.
Mais à frente, ele encontrou um pé de espinheiro, com o vento sacudindo seus cachos de flores roxinhas, para todos os lados. Cansado de ficar sempre parado, dependendo do Senhor Vento para movimentá-lo, o espinheiro falou meio “acabrunhado”:
- Ei, você aí, para onde vai... Me leva com você?
- E agora... Quem está falando? – exclamou Polaco, coçando o pescoço pelado.
- Sou eu ao seu lado! – respondeu o espinheiro sacudindo um de seus galhos.
- Ah... É você? Bom... Eu estou indo falar com o Rei Leão, mas pra ser franco, nem sei como entrar no palácio!
- Eu sei... É só você estufar o peito, empinar o nariz se fazendo de fidalgo... Entendeu? Mas você terá que me levar!
- Não vai dar... Já estou levando o lobo e o lago. Lá dentro da trocha, deve estar bem apertado!
- Mas eu prometo, que se você me deixar entrar, ficarei todo enroladinho e encolherei todos os meus espinhos...
- Tudo bem... Não custa levar mais um... Pode entrar!
E lá se foi Polaco, com o lobo, o espinheiro e o lago. Todos dentro de sua trocha, muito bem apertados.
Ao aproximar-se do palácio, o pinto estufou o peito, empinou a crista e o rabo, parecendo um fidalgo. Os soldados, vendo-o assim todo garboso, foram logo abrindo o portão do palácio. Polaco entrou sem olhar para trás, nem para os lados, correndo na direção do salão real, onde fora anunciado.
Rei Leão, sentado no trono todo almofadado com plumas de ganso e camurça “cor de carmim”, falou alto para que Polaco pudesse ouvir.
- Aproxime-se meu rapaz... O que lhe traz aqui? – quis saber o Rei, olhando Polaco, da cabeça aos pés.
- Majestade... Na verdade... Ai minha mãe, agora o que faço?... – falou Polaco, baixando a crista e o rabo.
O rei, vendo Polaco todo sem graça a sussurrar palavras só para si, levantou-se indignado.
- Guardas, guardas! Prendam este pinto desaforado!
Polaco, apavorado, pegou sua trocha e correu na tentativa de não ser apanhado.
O lobo, para ajudar o amigo, saltou de dentro da trocha e foi logo avançando nos guardas. Mordeu um daqui, outro dali e outro acolá... Os demais, fugiram dos dentes e das garras afiadas do animal que pulava, mordia, latia e uivava. Os dois, vendo o caminho livre, correram na disparada. Mas a sua frente, encontraram mais e mais guardas. Então a correria foi maior...
Lá de dentro da trocha, bem indignado, pulou o lago todo desenrolado, alagando o palácio, do chão até o telhado.
O rei, apavorado, mandou chamar todos os seus soldados, os quais, para entrar no palácio, utilizaram canoas. Mas de nada adiantou, porque de dentro da trocha, saiu o espinheiro sacudindo seus compridos e pontiagudos espinhos. Espetou um daqui, outro dali, outro acolá... Parecia uma batalha interminável. Por fim, cansados, os saldados se debandaram, para não serem totalmente derrotados.
Fora do palácio, Polaco, o lobo, o espinheiro e o lago, respiraram aliviados. Cada qual voltou para o seu lugar.
A notícia da batalho se espalhou, chegando ao galinheiro, onde Frísia, ao saber do ocorrido, nem acreditou que seu miúdo filhinho tivesse tanta coragem.
Ao despedir-se dos amigos, Polaco voltou para casa. E ao chegar à porta de entrada, a franga Bela o esperava.
- Quem é você, que vai metendo as asas no portão e entrando assim com esta pose de capitão?
- Sou o Polaco, às suas ordens!
- Cócócó... Cócócó... Venham, venham!!! Cócócóóó... É você mesmo... O pintinho pelado, digo, Polaco, o filho da Frísia? – perguntou a franga Bela, com a cabeça cheia de ideias!
Dizem que os dois se casaram e tiveram muitas ninhadas de Polacos e de Polacas que se espalharam por este mundão a fora. E agora que você já sabe de onde surgiram esses galos, acabou a histórias!

(Releituras de Claudete T. da Mata, após relato de um morador da Ilha da Magia, sobre a assombração do teatro; leitura do conto popular "O Pinto Pelado", adaptado por Augusto Pessôa, escritor e contador de histórias)

EXEMPLO DE NARRATIVA NA TERCEIRA PESSOA

Acorda Figueira!




Estava um velho torcedor, com o seu radinho de pilha colado ao ouvido, ouvindo o jogo seguir seu rumo, quando, na sequência dos comentários, ele ouviu os torcedores do Figueirense pulando e gritando sem parar. Mas a torcida do Flamengo também vibrava, já que o time do coração precisava sair da temerosa zona de rebaixamento. Os minutos finais eram decisivos para ambos, na disputa da vitória, e para infelicidade do velho torcedor, o Mengão passou na frente do Figueira.


Os torcedores alvinegros não gostaram nem um pouquinho de ver o Figueira perder a 14ª partida no Brasileirão. Se continuar assim, o jeito é ter que aguentar as vaias avaianas, zoando da gente sem parar! Disse o velho torcedor com os olhos arregalados de fúria, e o coração ardendo feito brasa viva. Nessa partida, ninguém teve chance. Nem Louco Abreu com seu milionário salário, nem o goleirão com suas mãos hábeis. O estádio quase veio abaixo de tamanha alegria da torcida adversária, e quase pegando fogo, de tamanha ira da torcida perdedora.
Finalmente, aos quarenta e tantos sofridos minutos do segundo tempo o juiz apontou para o centro do campo, soltou o último apito que encerrou a partida.
E vendo derrotado o time do coração, o velho torcedor atirou o rádio no chão, exclamando pela milésima vez:
__ Nunca mais perco meu tempo ouvindo essa pouca vergonha!
 Mas, como todo bom e persistente torcedor, esse velho não tira o radinho de pilha do ouvido. Ele ainda guarda a esperança de ver o exausto Figueirense sair da faixa dos lanternas.
Meses depois, nem troca de técnicos, nem todos os esforços esfarrapados dos "exaustos" jogadores, nem reza braba, nada impediu a decadência do time do coração do "velho torcedor", na escala da segunda divisão.
Acorda, Figueira!!!
(Autoria: Claudete T. da Mata, 2012)
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CONTO DE INFÂNCIA, NA PRIMEIRA PESSOA
As três menininhas
Eu me lembro de muita coisa boa de minha infância, mas tenho dificuldade de contar detalhadamente os fatos.

Eu me lembro da primeira casinha em que moramos.
Era uma casinha de madeira bem conservadinha, tinha dois quartos uma sala enorme e uma cozinha do tamanho ideal para nossa familia, lembro que o banheiro era fora de casa, por isso, minha mãe guardava um pinico embaixo da cama para qualquer necessidade. Lá, nós fomos muito felizes.
Meu pai viajava e ficávamos a semana inteira esperando que ele chegasse.
Ás vezes, ele chegava e nós estávamos dormindo, então ele andava devagarinho para não nos acordar e sussurrava nos nossos ouvidos as palavras: ”papai te ama muito”!
Ás vezes, eu acordava, em seguida, com a impressão de tê-lo ouvido, corria para sala e pulava no colo dele.
Hoje eu sussurro no ouvido de meus filhos quando estão dormindo, com a esperança que o inconciênte deles sinta a força desse amor.

Meu pai sempre trazia alguma coisa especial para “as meninhas”, (assim que ele se referia à nós).
Ontem, estava olhando umas fotos antigas e encontrei uma em que as menininhas estão sentadinhas no sofá da sala.
Acho que eu deveria ter uns cinco ou seis anos.
Nessa época aconteciam muitas coisas engraçadas em casa.

Uma vez, meu pai chegou em casa trazendo umas raquetes de ping pong e uma bolinha.
Estava chovendo muito e não tí­nhamos onde brincar.
Como insistimos, mamãe deixou que brincássemos na sala, assim ela e papai poderiam namorar tranquilos no quarto.
Aí a festa começou.
E no vai e vem da bolinha nós nos divertí­amos muito até que ela foi em direção a cozinha procuramos muito, mais não encontramos.
Por coincidência, encontramos em cima da mesa, umas fruteira cheia de bolinhas branquinhas como a bolinha de ping pong e depois de brincarmos com uma delas achamos que aquelas eram ainda mais divertidas que a primeira.
Quando quase todas as bolinhas haviam sido usadas mamãe e papai chegaram na cozinha e ficaram assustados com o que viram.

A sorte das três menininhas era o bom humor do papai, que nunca deixava a mamãe se irritar e acabar com a festa.

No final daquele dia, papai, mamãe e as três menininhas, juntos limparam toda a cozinha e depois tomaram um bom banho para tirar o cheiro de ovo das mãos e do corpo.


As menininhas eram muito bagunceiras, aprontavam muito enquanto o papai viajava e a mamãe passava horas e horas sentada na máquina de costura.

Às vezes, as coisas ficavam difíceis, mas, como eu disse, tudo era festa para criança.
Comprar fiado no bar do Sr. Orlando, por exemplo.
Minha mãe sempre dizia que ele enfiava a faca.
No começo eu tinha medo de ir lá e fazer alguma coisa errada e ser esfaqueada. (risos)…

As coisas eram tudo muito simples.
Brincávamos de casinha em cima da mexeriqueira, ah!… como eu gostava, tinha um galho que parecia uma grande poltrona onde eu e meu pai gostávamos de sentar e nos balançar ali.
Mas, mamãe sempre ficava preocupada e dizia que qualquer dia cairí­amos.
Às vezes, eu faço isso com o meu marido e as crianças, estrago a festa por excesso de cuidado.

É difícil encontrar equilí­brio no papel de mãe.
À vezes, o amor fala alto e é difí­cil corrigir, às vezes, o medo nos impede de desfrutar momentos únicos.

Bom, acho que, realmente, tenho história para contar por muitos dias para os pequenos.

Na verdade, escrever é bem mais fácil do que eu imaginava, é mais fácil ainda, expressar sentimentos escrevendo do que apenas contando.

Só é preciso separar um pouquinho de tempo para isso, e aí flui facilmente.

Mas, deve ser um pouquinho de cada vez.

domingo, 12 de agosto de 2012

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES "BOCA DE LEÃO" 2013 - 2012

 

Vovó lendo histórias!

Ilustração de Gustave Doré (França 1832 - 1883)

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"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento". Clarice Lispector


CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES 2013 

1º SEMESTRE 2013
Previsão: todas as terças-feiras, quinzenalmente, das 19h às 21h, podendo ser posto em votação para mudança do dia e horário:
• FEVEREIRO – 26 (Apresentação do Cronograma 2013)
• MARÇO – 12 e 26
• ABRIL – 09 e 23
• MAIO – 07 e 21
• JUNHO – 04 e 18
• JULHO – 02, 16 e 24 (Comemoração do 1º Ano da OLBL)
2º SEMESTRE 2013

· AGOSTO – 06 e 20
· SETEMBRO – 03 e 17
· OUTUBRO – 01, 15 e 29
· NOVEMBRO – 12 e 26
· DEZEMBRO – 11 (Encerramento do ano letivo, com comemoração e entrega dos certificados)
OBS. Os integrantes da OLBL receberão certificados referentes a carga horária frequentada!


TAREFAS EXTRAS

Essas tarefas, elaboradas no espaço quinzenal, serão apresentadas em encontros posteriores, onde todos possam trabalhar o seu processo individual (seus medos secretos, seus desejos implícitos, sua lapidação interior, mostrar ao mundo as suas capacidades...) até a concretização de suas produções literárias. Aqui todos poderão sanar dúvidas, aperfeiçoar potencialidades cognitiva e criativa, na exploração do imaginário e amplitude do olhar literário e seus benefícios inter e intrapessoal.
PAUTA DE TAREFAS DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

PARA 16 DE OUTUBRO

Escolha do figurino para 30/10 - duas opções: Calça jeans e camiseta preta, ou todo(a) de preto(a).
Escolha do horário das apresentações - 30/10: 9h às 11h (Platéia a partir de 4 anos); 14h às 16h (Platéia a partir de 4 anos); 18h30 às 21h (Platéia a partir de 4 anos); encerramento com coquetel.

Categoria: Contos de animais, encantamento e aqueles elaborados dentro da proposta: Animais, encantamento, de infância, riso e assombrações.
Roda de Contação das histórias memorizadas e Roda de Leitura para as produções não memorizadas.

Listar as Produções a serem apresentadas no dia 30/10.

OBS. O público da noite será composto pelos nossos convidados!
Após estes informes, o grupo, reunido a mesa, estará revisando as suas produções, organizando e reorganizando, conforme foi feito no encontro anterior.

Confesso que, com todas as minhas experiências na arte de contar histórias, sempre sinto aquele friozinho na barriga, dias antes de qualquer apresentação. Mas, assim que entro em cena, entro nos contos e deixo que eles também entrem em mim. Então começo a brincar com as palavras, e elas vem ao meu encontro. De repente, os personagens vão chegando de mansinho, quando tudo se transforma num momento mágico e inesquecível. Ao emprestar meu corpo inteiro, não vejo a platéia, só escuto as palavras que entram e saem de mim, encantando e revirando os olhos das crianças, e também acordando a meninice dos adultos, construindo e desconstruindo o interior de muita gente.
Por isso, contadores e contadoras, leitores e leitoras, desejo ver cada um de vcs em cena, brilhando feito estrelas. E eu ali bem juntinha ajudando a platéia nos aplausos.
Escrevam: Nossa roda de contos e de leitura, será um momento único na vida do Grupo Boca de Leão.
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DE OUTUBRO A NOVEMBRO

1) SOLICITAÇÕES PARA 30/10:

ENVIAR SEUS CONTOS POR E-MAIL (Claudete_tm@hotmail.com).

OBS. A DIREÇÃO DA BPSC CONVERSOU COMIGO DIA 19/09, SOLICITANDO A ENTREGA DAS PRODUÇÕES DO GRUPO, PARA REVISÃO, O MAIS TARDAR, ATÉ FINAL DE NOVEMBRO/2012, PRAZO SOLICITADO PELA COORDENAÇÃO DO BOCA DE LEÃO.

PARA O GRUPO: MEMORIZAR OS CONTOS DE ANIMAIS E ENCANTAMENTO, PARA O SARAU DO DIA 30 DE OUTUBRO DE 2012. A PARTIR DE AGORA, JÁ PODERÃO PRODUZIR OS DEMAIS CONTOS.

 2) O GRUPO TERÁ COMO TAREFA, DE OUTUBRO A NOVEMBRO, AS SEGUINTES ELABORAÇÕES:

- CONTO DE INFÂNCIA
- CONTO DE RISO
- CONTO DE ASSOMBRAÇÕES


ATENÇÃO:
· ESTES CONTOS DEVERÃO SER INÉDITOS, SEM RELEITURAS DE OUTROS AUTORES. O PROCESSO DE RELEITURA SERÁ TRABALHADO POSTERIORMENTE, PARA QUE POSSAMOS FAZER USO DO MESMO.
  

· NÃO SE ESQUECER DE CONSULTAR O BLOG:



OBS.: GOSTARIA DE RECEBER A CONFIRMAÇÃO DE E-MAIL, DE TODOS! POR FAVOR, ENVIEM-ME SEUS CONTOS, COM UMA FOTO E MINI CURRÍCULUM, PARA QUE OS MESMOS POSSAM SER ENCAMINHADOS PARA DIAGRAMAÇÃO E REVISÃO, PARA EDIÇÃO DO PRIMEIRO LIVRO DO GRUPO/2013. SENDO QUE A CADA ESCRITOR, SERÁ DADA UMA QUANTIA IGUAL DE EXEMPLARES PARA TODOS, PARA QUE POSSAM VENDÊ-LOS, DOÁ-LOS, PRESENTAR AMIGOS, O DESTINO DELES QUEM DECIDO É O AUTOR.

LEMBRAR: PRECISO DA COLABORAÇÃO, DESEMPENHO E ATENÇÃO DE TODOS!
3) PRIMEIRO PASSO – TÉCNICAS DE RELAXAMENTO, EM SEGUIDA, DINÃMICA DE GRUPO: COM TODOS SENTADOS EM CÍRCULO, DE OLHOS VENDADOS, AO COMANDO DA COORDENAÇÃO, POR ORDEM DE CHAMADA, VERBALIZARÃO OS SEUS CONTOS EM VOZ ALTA, SEM SE PREOCUPAR COM AS PARTES NÃO MEMORIZADAS DO TEXTO.
4) OS NOVOS CONTOS - SERÃO ELABORADOS NO PERÍODO DE OUTUBRO / NOVEMBRO, SENDO QUE OS MESMOS DEVERÃO SER ENTREGUES NO FINAL DE NOVEMBRO, POR E-MAIL
(Claudete_tm@hotmail.com) 

5) DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS - PODERÃO SER SANADOS DURANTES OS ENCONTROS DE OUTUBRO E NOVEMBRO, TAMBÉM POR E-MAIL OU TELEFONE (PARA AQUELES QUE NÃO TÊM E-MAIL): (48) 3879.2060 OU 9600.6680 (TIM) E 8871.0890 (CLARO). POR ORA, VAMOS, ATÉ 30 DE OUTUBRO, IREMOS NOS CONCENTRAR NA MEMORIZAÇÃO DOS CONTOS PARA O SARAU, NOS PREPARANDO PARA A NARRATIVA. DEPOIS ESTAREMOS LIVRES PARA ESTUDO E PESQUISA.

PARA 18 DE SETEMBRO/12


TÉCNICAS DE RELAXAMENTO E DINÂMICA DE GRUPO - Congelando de Imagens, para o ensaio do Conto de Animais, acompanhado de técnicas de expressão corporal, postação e tipo de voz, manipulação de elementos virtuais, utilização e exploração de planos físicos. 

TAREFA LITERÁRIA - Elaboração inédita de um Conto de Encantamento. Este conto deverá ser memorizado após este encontro, e apresentado ao grupo no primeiro encontro de outubro, juntamente com o Conto de animais. 

MÉTODO DE LEITURA DINÂMICA E MEMORIZAÇÃO
Algumas técnicas utilizadas são leituras de grupos de palavras, em vez da leitura palavra por palavra; alinhamento do texto de forma que facilite a "varredura" pelos olhos sem que estes necessitem se deslocar muito de um lado para o outro (texto em coluna estreita) e o salto de olho, por meio do qual o leitor estabelece pontos na linha de leitura nos quais faz a parada ocular (esta técnica é utilizada em livros de colunas largas).

O cérebro responde de forma compatível aos estímulos que recebe. Se você durante anos vem lendo lentamente, os estímulos vêm sendo enviados para o cérebro em baixa velocidade, e este responde de forma igualmente lenta.

Na leitura dinâmica, os estímulos são enviados mais rapidamente para o cérebro, elevando a velocidade de raciocínio.

(...) Sugere-se, para pessoas com dificuldades de leitura dinâmica, 20 linhas por minuto (marcadas por toques do metrônomo), enfatizando-se a importância da respiração e da postura. Para os que já têm o hábito de leitura, pode-se recomendar 40 toques por minuto, chegando ao dobro desse número para pessoas treinadas. 150 toques por minuto seria a velocidade do leitor mais rápido do mundo em língua portuguesa.


MEMORIZAÇÃO

Primeiro: Pegue seu texto e, seguindo o método de leitura dinâmica, leia 5 vezes o primeiro parágrafo.

Segundo: De olhos fechados, faça o exercício na oralidade, repetindo o 1º parágrafo 4 vezes.

Terceiro: Ao entrar no 2º parágrafo, repita 3 vezes o 1ºparágrafo emendando com o 2º. E assim sucessivamente, com os parágrafos posteriores.

Agora pegue seu texto e faça a leitura dinâmica de todos os parágrafos, sem esquecer-se de seguir as três orientações, sem desistências, fazendo delas uma lição de casa.

Depois do texto memorizado na ponta da língua, pegue um caderno e um lápis (não use caneta), ao som de uma música de sua preferência (sem que esta interfira na sua atenção e concentração), repita o texto em voz alta, como num exercício de ensaio, e faça o registro do texto respeitando a sua ordem, parágrafo por parágrafo. Repita esta prática 4 vezes.

OBS. É importante que você determine o seu tempo de execução.

Objetivo do Registro: Escrever o texto na ordem que leu, narrou e ouviu (a própria narrativa) e posicioná-lo na sua memória para que você possa saber o seu ponto de início, meio e fim.

Não esqueça que Aprender é um Processo que implica vincular uma informação que já temos armazenada em nossa mente com o novo, o desconhecido.

Imagine você uma criança que após engatinhar, inicia o ensaio de seu primeiro passo, que em seguida vem o segundo, depois o terceiro, e daí por diante; até que o aprendizado se concretize. Assim como toda criança, dentro dos padrões ditos normais, consegue iniciar seus passos, após um período de engatinhamento, e prosseguir com os demais passos, o que você não conseguirá seguindo estas orientações?

Atenção!

No encontro anterior foi aplicado a técnica de manipulação de elemntos mágicos (virtuais), os quais, neste encontro deverão ser utilizados. Sendo assim, cada integrante deverá se dirigir ao "Saco dos elementos Mágicos" e pegar seus elementos de maneira virtual, sendo necessario lembrar que elemento pegou anteriormente.

DINÂMICA DE GRUPO 

TÉCNICA DE RELAXAMENTO
Em ritmo de "dança contemporânea", o grupo será levado e orientado a exercícios de aquecimento físico, com: Contração dos dedos dos pés à musculatura craniana, para retirada (alívio) de tensão, esvaziando a mente durante o exercício; posição fetal, seguida de alongamento (pernas, braços, cabeça e pescoço) para o preparo do uso da memória, na oxigenação cognitiva e criativa. 

TÉCNICA DO CONGELAMENTO
Com o elemento em mãos, todos caminharão pelo ambiente manipulando seu elemento e contando a ele seu conto em voz alta. Cada um concentrado na sua tarefa, sem se comunicar com os colegas. Aos som de um apito, todos deverão congelar na posição que estiverem. ao som do apito, deverão descongelar dando continuidade à tarefa.

Tempo: 15 min.

(Elaboração: Claudete T. da Mata)


PARA 04 DE SETEMBRO/12


SEGUNDA TAREFA: 1º) Memorizar o conto de animal, para o "primeiro Sarau do Boca de Leão". 2º) Preencher o Roteiro de Imagem para facilitar o processo de atuação. Mas antes leia com atenção o material em anexo.


ROTEIRO DE IMAGEM PARA MEMORIZAÇÃO TEXTUAL

Este roteiro levará você á memorização de pontos textuais importantes, onde a organização do saber irá lhe mostrar como trabalhar no papel, uma trajetória que lhe fará lembrar em quais momentos você encontrará as informações importantes, quando você tem um "branco" no momento de atuação em público. Assim, o conteúdo trabalhado, será memorizado naturalmente. Mas antes de preencher o seu "roteiro de imagem", leia as informações abaixo, sobre técnicas de memorização, para ver em qual delas você se encaixa.

ROTEIRO

* Tema:
* Lugar onde acontece a história:
* Personagem principal e sua atuação:
* No início acontece:
* Demais personagens, quem são e o que fazem?
* No meio da história acontece:
* Elementos mágicos:
* Momentos importantes:
* Fechamento:

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MEMORIZAÇÃO POR REPETIÇÃO DO PROCESSO

Após estudar diferentes "dicas de memorização", consegui desenvolver uma técnica bem simples, a qual utilizado com sucesso.

TÉCNICA DO A B C

A - Com o texto em mãos, faça uma leitura corrida, 5 ou mais vezes, de acordo com a sua necessidade.

Agora inicie o processo de memorização:

B - Leia o 1º parágrafo 4 vezes;

C - Repita a leitura do 1º parágrafo, seguindo com a leitura do 2º parágrafo, 3 vezes.

E assim sucessivamente, parágrafo por parágrafo, até a conclusão da leitura, onde você chegou a não depende mais do texto escrito. Ele já está memorizado.

Claudete Terezinha da Mata

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TÉCNICAS DE MEMORIZAÇÃO

A cada dia que passa você precisa saber mais, entender melhor o mundo, e para isso sua memória tem de estar equilibrada e em dia com as mais novas técnicas de memorização.

Muitas pessoas se queixam de possuir uma memória fraca que dificulta e muito o seu aprendizado. Na verdade, achar que tem memória fraca é o maior obstáculo para um aprendizado mais eficiente. Todos têm a capacidade de possuir uma boa memória desde que se treine para isso (...).

(...) Muitas civilizações antigas já utilizavam vários sistemas de memorização que pudessem ajudar, cotidianamente, na realização da mais variadas tarefas. Gregos e romanos destacavam a memória para o ponto de partida para o reconhecimento humano. (...) Quem não quer ter na ponta da língua as fórmulas de física ou química? Agora você deve perguntar: Mas também posso ter uma memória assim? Sim, você pode, desde que se esforce pra isso e para ajudá-lo, vamos expor a seguir algumas técnicas de treinamento e de instrumentos para que você possa ter uma memória mais ativa, apenas vamos ajudá-lo a iniciar este caminho, caberá a você desenvolver as habilidades, por isso treine, repita incansavelmente os exercícios e mentalize realmente o que você poderá assimilar(...). Lembre-se: “Estudar é fundamental!”.

LIÇÃO DE MEMORIZAÇÃO

Para realmente aprender e memorizar as informações contidas em um texto é preciso total atenção e observação.

EXPLICAÇÃO
A observação é um fator determinante para uma boa memória e envolve principalmente ter atenção no que se está sendo observado. Olhar apenas não é observar, olhe para o seu relógio e olhe as horas, fácil não? Só que você se lembra quantos segundos marcavam o ponteiro do relógio? Provavelmente você só olhou os minutos, ou seja, olhou mais não observou por inteiro a informação passada por seu relógio, isso não é ser detalhista e sim realmente obter o maior número de informações possíveis. Então já sabemos que pra lembrar alguma coisa é preciso observá-la anteriormente nos seus mínimos detalhes, requisito básico para memorizar. Observar e não apenas olhar. Textos também devem ser observados a não ser textos literários com certeza você poderá notar que determinados trechos de textos apresentam parágrafos maiores, onde comumente estão presentes exemplos e explicações mais detalhadas. Uma boa memória retentiva, com certeza é uma bem treinada e sabe observar por vários ângulos de análise.

EXERCÍCIO
Procure imagens, textos, ou mesmo fotos que você disponha e passe a observados detalhes contidos como paisagem, rostos, roupas, parágrafos maiores e menores, palavras destacadas, etc. Quanto a fotos, procure relacionar os lugares que foram tirados, ao dia a dia, a ocasião e ao seu estado de espírito.

DICAS DE MEMORIZAÇÃO
Para se ter uma boa lembrança você deve desenvolver uma concentração mais eficaz. Ao ler um texto, concentre-se realmente no que você está fazendo.

EXPLICAÇÃO
Agora que você aprendeu a observar, vamos a mais um teste exemplificado, uma aulinha de português. Escreva em um papel a palavra CONCENTRAÇÃO, não se preocupe, eu espero. Agora observe atentamente a palavra e tire suas conclusões sobre o seu significado. Mais um tempinho. Concentrar-se como a própria palavra diz significa atingir, expresso no prefixo CON- e–CENTRO, expresso em centrar-se. Ao estudar, ler um texto ou mesmo assistir a uma aula, você deve ter isso em mente, ou seja, ter essa tarefa como centro de todos os seus pensamentos, pois o seu cérebro irá trabalhar conforme esteja sendo direcionado a um determinado assunto. Concentra-se é uma técnica fundamental de memorização.Centre-se apenas no ponto que deseje atingir, no caso, seus objetivos, esquecendo do mundo exterior. Porém, algumas pessoas que têm dificuldade com a memória, após serem treinadas, realizam mecanicamente o processo. Você já deve conhecer pessoas que conseguem ler livros dentro de um ônibus ou em uma praça lotada, essas pessoas conseguem se concentrar porque já dominaram automaticamente sua concentração.

EXERCÍCIO I
Para se adquirir uma concentração é necessário fazer o exercício chamado, exercícios de respiração, ou seja, primeiramente, procure deixar o ambiente livre de ruídos e barulhos que desviam sua atenção, em seguida, se quiser, escureça o local ou feche os olhos e procure respirar fundo inspirando e expirando profundamente sem pensar em nada por cerca de alguns minutos. Tente pensar por exemplo na sua respiração, sem ouvir os sons exteriores, sem se deixar levar por interrupções. Este exercício lhe trará uma calma interior importante para que você possa iniciar a sua leitura.

EXERCÍCIO II
Se assim mesmo, tiver dificuldade em se concentrar, faça este outro exercício. Escolha um ponto qualquer de sua sala e olhe fixamente para ele, sem pensar em nada, apenas no ponto escolhido, fiquem assim por uns 10 minutos, cada vez que começar a pensar em outra coisa, recomece a marcar o tempo.

EXERCÍCIO III
Outro exercício importante é colocar-se à frente de um espelho e olhar fixamente para o centro de seu nariz, por exemplo, não deixar o olhar desviar do ponto escolhido, insista no exercício, não desista facilmente, fique também por cerca de uns 10 minutos. Repita diariamente esses exercícios, isto irá ajudá-lo a disciplinar a sua concentração, somente pule para as lições seguintes, se realmente se sentir seguro.

LIÇÃO 1
Para melhor memorizar, associe imagens ao que você quer memorizar.

EXPLICAÇÃO
Nossa memória trabalha com que os especialistas chamam de imagens mentais, às quais são condensadas pelo nosso cérebro, este por sua vez grava muito mais facilmente as imagens, situações ou acontecimentos que fogem dos chamados padrões normais. Consideramos como padrões normais, as imagens que podem ser rotineiras em nosso dia-a-dia, ou aquelas que podem ser reais no nosso cotidiano. Se você estiver caminhando na rua, e ver um cachorrinho, por exemplo, esta cena poderá ser tão habitual a ponto de você não lembrar ao final do dia que viu aquele animalzinho. Entretanto, se no lugar do doce cachorrinho, você topar com um cão enorme do tamanho de um elefante que mais parecia um robusto leão daqueles que por mais que estejam encoleirados e acompanhados pelo dono, você atravessa a rua só pra não passar na sua frente, com certeza no final do dia você vai se lembrar muito mais facilmente dessa cena. Criar imagens ridículas e inusitadas, associando-as a objetos, palavra ou cenas que precisam ser memorizadas são técnicas que ativam a sua memória. Assim podemos perceber que nossa mente memoriza muito mais facilmente as imagens do que as milhões de informações que recebemos diariamente. O processo de ligação mnemônica, significa associar palavras ou itens, a imagens que parecem absurdas ou inusitadas. Vamos tentar memorizar por exemplo, os órgãos do sistema respiratório humano, o caminho que segue o ar na inspiração, fossas nasais, faringe, laringe, traquéia, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares. Esta pequena lista poderia ser memorizada da seguinte forma:

Imagine o ar como um ser monstruoso de duas cabeças, imagine mesmo, dando corpo a ele, cabeça, olhos, uma camiseta escrita “Eu sou o ar”.Imagine este ser entrando por uma grande caverna, na qual tem uma placa dizendo, FOSSA, imagine esta caverna no formato do seu nariz, este ser entra pela caverna, o seu nariz, aí a FOSSA acaba em um grande escorregador e este desce gritando, gritando e gritando: FARINGE, FARINGE. De repente, ela faz uma pausa e decide chupar uma laranja, associe a palavra laranja à LARINGE, enquanto ele chupa a laranja, vai fazendo um barulho, trac, trac, trac, assim você lembrará da TRAQUÉIA, então o barulho deixa o ser monstruoso irritado, muito irritado, bronqueado e nosso amigo chega aos BRONQUIOS, note que o início de uma palavra remede a outra. A irritação o deixa de cabeça quente, ou seja, com bronca nos miolos, chegamos aos bronquíolos e de repente aparece na frente de nosso amigo ar um monstro alvo em forma de pulmão, é o ALVÉOLO PULMONAR.

Se você realmente imaginar as cenas, conseguirá lembrar por meio de algumas palavras, os órgãos da respiração. Assim você lembrará por associação, caverna lembrará FOSSA, ou seja, FOSSAS NASAIS. Escorregadorlembre-se do grito FARINGE, FARINGE. LARANJA associe à LARINGE. TRAC TRAC associe esse barulho à TRAQUÉIA. Ficar BRONQUIADO, BRONQUIOS E BRONQUIOLOS. ALVO PULMÃO, ALVÉOLO PULMONAR.

Assim para memorizar objetos, ou palavras, crie associações aparentemente absurdas que possam se destacar em sua mente. Esta técnica é conhecida normalmente pelo nome de encadeamento (conexão).

EXERCÍCIO
Para exercitar elabore você mesmo uma lista de objetos ou de palavras importantíssimas ao aprendizado de determinada matéria, como no caso dos órgãos da respiração que passamos. Crie associações para memorizar esta lista, as imagens devem ser realmente criadas em sua mente para que você possa memorizá-las, novamente pratique os exercícios e dedique-se, pois será importante para você aprender as técnicas e alcançar um melhor aprendizado.

LIÇÃO 2
Para treinar a sua memória treine memorizar a sua lista de tarefas diárias.

EXPLICAÇÃO
Da mesma forma que o exercício anterior, pode-se decorar por exemplo uma lista de tarefas a ser cumpridas no dia. Vamos dizer que hoje é domingo e você precisa:
I –lavar o carro
II – ligar para um amigo importante
III – assistir a um programa de televisão
IV – Fazer dever de casa
V – Compra uma camisa no shopping

Use a sua criatividade e crie as imagens inusitadas na sua mente. Faça este exemplo como exercício.

EXERCÍCIO
Pratique criando você mesmo a sua lista de tarefas diárias de toda a semana lembrando-se dela todas as manhãs.

LIÇÃO 16
Para memorizar textos ou discursos, selecione palavras chaves no texto.

1º Leia atentamente o texto sublinhando as idéias principais de cada parágrafo.

2º Após esta leitura minuciosa, releia o que foi sublinhado e destaque aquele parágrafo que você acha principais e que realmente são uma síntese de todo texto.

3º Após determinar estes parágrafos, tente condensá-los entre uma ou duas palavras cada um, que contenham a ideia principal abordada, estas serão as palavras chaves na ordem das ideias contidas no texto.

EXPLICAÇÃO
Não adianta decorar palavra por palavra, pois se você esquecer uma delas corre o risco de perder toda a frase e a sequência. Toda fala, discurso falado ou escrito que precisam ser memorizados exige a memorização das idéias a serem apresentadas. Digamos que você será o orador de sua sala no dia de sua formatura. Imagine se esquecendo do texto bem no dia, ou tendo que olhar no papel e esconder o rosto, pior ainda, imagine, se as folhas voam e saem da ordem, bem, melhor nem imaginar uma cena dessas. O segredo para memorizar tetos ou discursos é a utilização de palavra chaves, essa técnica pode ser aplicada aos assuntos que quiser. Por exemplo, se o assunto fosse a situação econômica do Brasil, esta poderia ser a sua lista de palavras chave: desemprego atual, fábricas fechando, planos do governo, criminalidade, protestos, miséria, alternativas.

EXERCÍCIO
Agora selecione textos de jornais ou revistas, ou mesmos textos escolares de não mais de quatro páginas e procure exercitar essa técnica.


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PARA 04 DE SETEMBRO/12

Antes da formação da roda de contos, para as apresentações, será aplicada uma pequena série de técnicas de relaxamento e dinâmica de grupo.

1º) Informes: O 1º Sarau do "Grupo Boca de Leão", acontecerá em outubro, com data a ser agendada com a Biblioteca. Cada integrante será responsável pelo convite da platéia (familiares e amigos).

2º) Técnica de relaxamento de braços, cabeça, pescoço e pernas.

3º) Dinãmica de Grupo: Será entregue a cada participante, um chapel contendo pedaços de papel com nomes de elementos mágicos que serão utilizados durante a dinãmica de memorização textual, os quais não deverão ser revelados ao grupo. Ou seja, cada escritor guardará para si o seu elemento. Com o elemento mágico em mãos, cada itegrante deverá andar pelo ambiente, narrando seu conto em voz alta, passo a passo, aplicando a técnica de memorização de sua preferência, como estivesse em sua casa. O elemento mágico (vitual) deverá ser utilizado para que todos percebam. Exemplificando: Se for uma bola, esta deverá ser lançada ao alto e aparada mimicamente, como numa brincadeira faz-de-conta. Todos deverão obedecer algumas regras, como: Se qualquer elemento for apanhado por alguém, este deverá devolvê-lo ao seu dono, sem paradas para conversas, nem quebra de seu ritmo na narração do conto. O tempo de desenvolvimento desta técnica não deverá passar de 10min.

4º) Após dinâmica de grupo, uma técnica de retirada da tensão.

5º) O Grupo se convidado á formação da Roda de Apresentação, exercitando sua capacidade de memorização, narrando seus contos de animais. nesta etapa, não haverá papel em mão, salvo os casos de incapacidade total de memorização. Cada escritor deverá se esforçar o máximo que suas funções cognitivas lhe possibilitar.

ATENÇÃO! Durante as apresentações, haverá interferências pedagógicas por parte da coordenação dos trabalhos (Claudete da Mata), a qual estará trabalhando expressões corporais, tipo de voz dos personagens representados, direção do olhar, postação e ritmo de voz, exploração do ambiente, planos alto, médio e baixo, pausas, entre uma frase e outra, tempo de atuação, utilização de elementos mágicos.

ORGANIZANDO O ROTEIRO DE IMAGEM

Histórias podem ir além do imaginário. Por isso, elas necessitam ser estudadas e bem estruturadas. Elas possuem várias funções, uma delas é de educar através da transmissão de valores, trabalhando o caráter, o raciocínio através de seus enredos intrigantes, a imaginação, podendo transitar pelo tempo e o espaço na amplitude do campo simbólico, a criatividade, ampliando o arquivamento referencial, o senso crítico, a atenção disciplinada, onde a plateia, seja de crianças ou adultos, saberá como se comportar no papel de ouvinte numa atitude de respeito ao outro. Indo mais além, com a promoção da socialização que uni a arte de escrever, contar e representar. Um encontro triangular que possibilita ao ouvinte, uma viagem num inesquecível tapete mágico.

Fluxo do enredo:
- Introdução
- Enredo
- Ponto Culminante
- Desfecho


Estudo dos elementos da história:

- Personagens principais, secundários e surpérfluos, ambiente (local, época e civilização)

- Cenários (quantas cenas são necessárias para o seu desenvolvimento)

- Mensagens e conteúdos educativos


Objetivo: Apresentar aos participantes técnicas para contar histórias, ensinar a usar a voz e o corpo e ajudar na escolha das histórias utilizando recursos auxiliares criativos.

Conteúdo:

- O que a história conta?
- Faixa etária do público alvo
- Tipo de Conto
- Estudo da história
- Tipo e Postação de Voz
- Expressão Corporal
- Utilização do tempo e do espaço (Plano alto, médio e baixo)
- Recursos auxiliares - elementos de cena

Metodologia:
- Aplicar técnicas de relaxamento
- Aplicar técnicas de contação de histórias, antes da formação da roda de contos
- Apresentar técnicas básicas de memorização textual
- Trabalhar possibilidades de voz e sua postação, e expressão corporal
- Demonstrar, na oralidade, as possibilidades de apresentações de narrativas cênicas
- Formação da roda para as apresentações.

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PARA 21 DE AGOSTO/12

 PRIMEIRA TAREFA: Escreva um conto de animais, inicialmente sem se preocupar com a sua estrutura, por ser uma amostra do que costumamos elaborar.