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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sobre Maneiras de Contar Histórias!

(Claudete T. M.s - Narrando Histórias pela ABCH, na Feira Catarinense do Livro/Florianópolis/SC/2016)
Existem várias maneiras de contar histórias, as quais fazem parte do estilo do narrador oral. E para cada maneira, o mais importante e gostar da histórias, narrá-la sem o faz-de-conta. É preciso acreditar na história, por mais absurda que ela seja, para que ela passe a ser verdadeira para quem ouve. Se assim não for, é preferível nem começar. Para o Contador de Histórias, é imprescindível conhecer seu estilo, para não estar a se atrapalhar, forçar algo que não faz parte de si... Por isso a importância da capacitação/formação/inovação, com um formador que trabalhe sua consciência afetiva, emocional, amorosa,leitora, corporal, vocal, performática, narrativa, social... As histórias necessitam de um narrador oral consciente de seu todo. Uma ação pela metade, é só uma metade. Você já se imaginou pela metade, quando poderia estar inteiro na sua inteira encantaria? 
Os ouvintes-leitores, para que se deliciem com a contação de histórias, o narrador oral precisa estar inteiro dentro das histórias e ela nele. É o dito que muitos dizem: O casamento do Contador com a História. É diante deste incrível casamento, que se conquista o leitor-ouvinte. Como chegar neste estágio? É preciso que primeiro aconteça o que chamamos de namoro entre o narrador e a história. Existe uma variedade de meio, desde que o narrador oral enteja aberto ao fazer bem a sua parte. Como?
Primeiro: O Contador de Histórias precisa estar bem/certo/seguro/firme e gostar (de corpo e alma) do que está a fazer...
Segundo: Não ter mil histórias para contar em tão pouco tempo, também estar sem tempo para conhecer cada uma delas... Lembra do namoro?
Terceiro: Os cuidados que se deve ter com a arte narrativa - os quais dão qualidades/valorização à contação.
Quarto: Evitar ações perigosas. Exemplificando, entrar em cena com uma história desconhecida. Aqui você deve estar a dizer: Como alguém vai contar uma história que não conhece? E lhe digo: é quando o Contador passa a narrá-la sem conhecer o seu universo, seus personagens, suas entrelinhas sem antes ter estudado/namorado com a história... É semelhante ao Mediador de Leitura que, sem a experiencia necessário, pega um livro no ato e começa a ler em voz alta, hora se atrapalhando nas pausas durante a troca de página, hora tateando na própria leitura ao sentir-se desconfortável por algo fora de seu próprio controle que marca algumas de suas necessidades de capacitação técnica, para a aquisição de aprendizado que empodere-o neste quesito: Mediação de Leitura, também...
Na falta da escolha do livro, a falta de namoro/casamento com a história, no momento na contação a história até pode encantar o contador, mas não o ouvinte-leitor, até mesmo o próprio autor, caso ele esteja presente. Já imaginou aquele autor chegando até você a lhe dizer: "Você acaba de estragar a minha história..." Isso é broxante, para o Narrador de Histórias autoriais. ao contrária da narração das literaturas tradicionais em que as brincadeiras e os encantamentos que levam o Contador de Histórias aos exageros, até permitem desde que não desencaminhem o seu enredo, mesmo que em cada momento de contar o contador está a aumentar um ponto.
Por hoje, para que eu não fique transbordando de resultados das minhas leituras/estudos e pesquisas, é isso. Até nosso próximo Bate-papo - Deixe sua mensagem, mesmo que seja uma crítica ao meu texto - todas as críticas são pontes para grandes aprendizados!
#Claudete T. M.s
Contadora de Histórias, Mediadora de Leitura Animada, Escritora, Pesquisadora da Arte Narrativa com vivências e experiências de importantes Memórias Vivas, Sonhadora da Cia#MãosqueTecemHistórias....... 
Meus incentivadores: Mestre Francisco Gregorio, Lenice Gomes, Cléo Busatto, Gloria Kirinus, Rubem Alves, Walter Benjamin, Maria Clara Cavalcanti e outros maravilhosos pensadores da Arte da Contação de Histórias e da Filosofia Narrativa Ancestral.

Direitos autorais reservados. Qualquer referência, favor dar os créditos à autora.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

PROJETO "MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS" - Dias 09 e 10 (à Noite - Biblioteca Pública de SC) - FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sentadas, tabela e área interna
MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS NASCEU NO ESPAÇO DE HISTÓRIAS
Lugar onde emprestamos e damos VIDA aos LIVROS!

Projeto/Curso: “MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS” - FORMAÇÃO DE MEDIADORES DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA
Início com aulas nos dias 09 e 10 de Maio/2017
Ministrante: Lenice Gomes (De Olinda)
Turma Única: Das 18h30 às 21h00 (  )

 CONTINUIDADE NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SC: 25 DE MAIO/2017 (AULAS QUINZENAIS)
Turma 1: 14h30 às 17h (  )
Turma 2: 19h às 21h30 (  )

Ministrante: Claudete T. da Mata (idealizadora do Projeto)

Investimento/Alunos Novos: Doação de três Livros de Contos Infanto-Juvenil ao Projeto.
(Sendo que um 01 Livro será doado à Biblioteca Pública de SC, pela Coordenação do Curso)

Local: Auditório da Biblioteca Pública
Rua Tenente Silveira – Centro, Florianópolis/SC
(Em frente do Banco Itaú)
Inscrições até 28 de Abril!

(FOTO DO CURSISTA)
NOME COMPLETO:
DATA DE NASCIMENTO:
RG:                                          CPF OU CNPJ:                                      NATURALIDADE/LOCAL DE NASCIMENTO:
FORMAÇÃO:
ENDEREÇO RESIDENCIAL (COMPLETO):
FORMAÇÃO:
É CONTADOR(A) DE HISTÓRIAS: SIM (  ) NÃO (  )

POR QUE DESEJA PARTICIPAR DESTE PROJETO?

EMAIL:                                                                                                             TELEFONES:
BLOG:                                                                                                              FACE BOOK:
PRETENSÕES REFERENTES A ESTA FORMAÇÃO:
BREVE CURRÍCULO (FORMAÇÃO, CURSOS E ATIVIDADES DOS ÚLTIMOS 2 ANOS):
Data da inscrição: ............../........./2017
Assinatura do Cursista
Atenção!
·   Duração do Curso: De Ação Continuada. A Certificação será Assinada pela Ministrante/Coordenadora do Projeto e a Presidência da Fundação Catarinense de Cultura/FCC; entregue semestralmente.
·    Quem participar do projeto terá direito Às Oficinas Extras com inclusão da carga horária na certificação semestral.
·         Ao final de 18 meses, os participantes receberão o “Certificado de Mediador de Leitura”, com a carga horária total do curso.
·         Certificação contendo no seu verso, o Conteúdo Programático, enviada semestralmente, por email!
·         Para a garantia da Certificação: os Cursistas devem enviar esta ficha por e-mail, DIGITALIZADA e ASSINADA para: claudete_tm@hotmail.com

Claudete T. da Mata
Presidente Nacional-Fundadora da ABCH (Matriz), Membro Imortal Vitalícia da Cadeira 01

Mentora, coordenadora e ministrante de projetos da ABCH (Ação 100% voluntário).

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pierre André: Pitoco e seu fiel Escudeiro!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Filmagem: Claudete T. da Mata - 29.07.2016


O Brasil sai de campo das ideias abstratas com a Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz que tem levado aos narradores orais (contadores de histórias, professores, atores cênicos, psicólogos, artistas plásticos e outros atores) o projeto Espaço de Histórias: Formação do Contador de Histórias-Mediador do Livro e da Leitura Animada e Compartilhada, com a inclusão de Oficinas Extracurriculares, onde os integrantes possam ter acesso a outras referências da arte de contar e imaginar com as histórias. 

Neste espaço, todos conseguem incluir nas suas práxis os elementos de outras artes (Teatro de bonecos, música, dança, palhaçaria, etc.), tudo para a renovação de estilos narrativos com ou sem uso de elementos concretos. 

Pierre André veio de Belo Horizonte, numa ação voluntária, ministrou a Oficina 2: Segunda Etapa do Curso "Espaço de Histórias: Uso de Elementos na Contação de Histórias".Em Florianópolis, com encerramento dia 01.07.2016 (Aniversário de Pierre), no Teatro Álvaro de Carvalho. Pierre é ator-contador de histórias, um autodidata da narratividade, futuro Acadêmico ABCH, com Posse marcada para 11.11.2016, em Florianópolis/SC. 

Local: Centro Integrado de Cultura - CIC/FCC. Na ABCH temos apoio da Fundação Catarinense de Cultura - FCC.

É um espaço de socialização e troca de saberes, onde ministrante e ouvintes aprende em conjunto. Coordenação do projeto: Claudete T. da Mata - Presidente Nacional da ABCH. Uma ação de cunho voluntário, por isso, GRATUITO PARA TODOS! 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

29.06.106 - Espaço de Histórias: Turma da Segunda Etapa (2015-2016)

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Foto: Claudete T. da Mata

Nem todos estão aqui. Os demais estavam a apreciar os livros de Pierre André, nosso ministrante colaborador e futuro Acadêmico da ABCH - Ele vai tomar posse, juntamente com a contadora que está com a Emengarda, a Barata, protagonista do livro de seu autor-contador de histórias.

(Filmagem: Claudete T. da Mata)

Turma ainda em processo de refinamento da cantoria em grupo. Somos cantores desde que soltamos o nosso primeiro choro. Assim também somos contadores de histórias, desde que contamos ao outros do seio familiar, o nosso primeiro causo. Agora precisamos nos organizar. Já aprendemos a caminhar sozinhos, sem o colo da mamãe.

29.06.2016 - No Espaço de Histórias: Segunda Etapa com a Oficina 2 - Uso de elementos na contação de histórias e mediação do livro e da leitura animada e compartilhada - com o MINISTRANTE E FUTURO ACADÊMICO DA ABCH: PIERRE ANDRÉ, num processo continuado, o Brasil sai de campo da abstração e começa a trazer o encantamento à Aldeia Terra com os contadores de histórias, acadêmicos e integrantes do Projeto Espaço de Histórias da Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz), sede em Florianópolis, Santa Catarina, com mais um novo Membro Imortal/ABCH, Pierre André: Ator-contador de histórias, vindo de Belo Horizonte  a compartilhar os seus saberes sem fronteiras, com a amorosidade humana. No dia 29 de junho de 2016, no palco do Centro Integrado de Cultura - CIC, Florianópolis/SC - Encerramento de mais um momento único com a turma da noite no palco a cantarolar cantigas do folclore catarinense, da Ilha da Magia que se espalhou por todos os cantos do Estado de SC, Sul do Brasil. Coordenação do Projeto: Claudete t. da Mata - Presidente Nacional-Fundadora da ABCH.

domingo, 19 de junho de 2016

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DO ROTEIRO DE IMAGEM DO CONTADOR DE HISTÓRIAS-MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


PROJETO ABCH: “ESPAÇO DE HISTÓRIAS”: FORMAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS-MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA

Integrante/Aluno:

Orientadora do Projeto “Espaço de Histórias”
Claudete da Mata – Presidente Nacional-Fundadora da Academia Brasileira de Contadores de Histórias – ABCH (Matriz)

ROTEIRO DE IMAGEM

LIVRO:
AUTOR:

a) O que fazer antes de iniciar a narrativa: Cantarolar (   ) Sussurrar (   )  Entrar direto na história (   )
b) Iniciar a mediação da leitura animada, com:
c) Sentimentos identificados na personagem principal:
d) Como movimentar a narrativa: trabalhar com movimentos leves (pequenas curvaturas), explorar o espaço geográfico do conto, explorar os planos alto, médio e baixo na movimentação corporal...
e) Exploração da VOZ: fazer uso de prosopopeias – Vida ao Som e onomatopeias – Sons

Exemplificando: BRI LI LIM BLIN GLÓN GLÓN BLÉM BLÉM (ouvir-se enquanto emitir os sons)

INTENSIDADE DO SOM: Fraco, Médio, Forte, Fortíssimo...

Nível da Voz do Narrador:
a) Alternância da Voz – Dinâmica da Voz do SER (ouvir-se enquanto acontece a sonoridade)
b) contar tempo: das onomatopeias com os dedos ou mentalmente: 1, 2, 3

COMO VIR A SER PARA FAZER ACONTECER A PERSONAGEM QUE PRECISA DO NARRADOR?

SEPARANDO O CONTADOR DE HISTÓRIAS, SUJEITO INDIVIDUAL, PARA A ORGANIZAÇÃO DA SUA PRÁXIS - PROCESSO DE CONSCIENTIZAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS:

- Conhecimento de diferentes categorias de contos: histórias antigas - da narrativa mítica às origens de outras histórias;
- Estudar contos africanos, indígenas, de tradição no resgate da oralidade dentro e fora da sala de aula...
- Conhecer técnicas e metodologias da arte de contar histórias;
- Como organizar o repertório?
- Preparação das narrativas, com uso de elementos concretos na contação de histórias e na mediação de leitura animada e compartilhada: instrumentos sonoros, bonecos, etc...
- Contar histórias com elementos animados;
- Trabalhar a voz do narrador separada das vozes dos personagens;
- Explorar e refinar os diferentes aspectos narrativas por meio da memória no ato de contar histórias;


- Livro aconchegado ao corpo, de maneira que não atrapalhe a performance do mediador;
- Figurino de uso habitual (ou não);
- Exercitar a consciência corporal para o domínio do enredo e a retratação dos atos em cena;
- Estudar as características inter e intrapessoal dos personagens no espaço do conto;
- Viver o universo imaginário, sem a pré-ocupação com a plateia;
- Trabalhar a imaginação para CONTAR-MEDIAR O LIVRO E A LEITURA ANIMADA E ENCANTAR;
- Viajar na IMAGINAÇÃO - Auxilia O OUVINTE na educação da escuta para o fomento do leitor ouvinte;
- conduzir COM LEVE, cada momento da MEDIAÇÃO, ao  dar vida a sua criança interior;
- Entrada, PERMANÊNCIA e SAÍDA da HISTÓRIA: Trabalhar com a hora do conto, não do relógio do pulso;
- Tempo da história:
-  A fala do corpo:
- Fechamento da História:
- Sair da Narradora Interior: Sacodir de corpo (   ) Cantarolar (   )  Outro:

2ª MOMENTO: MEU REPERTÓRIO

CONTOS PARA MEDIAÇÕES DE LEITURA ANIMADA (CITAR A OBRA LITERÁRIA)

1)
2)
3)
4)
5)
6)
7)
8)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dia 16 de Maio de 2016 - No Espaço de Histórias, com os integrantes em processo de formação!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)



ESPAÇO DE HISTÓRIAS: FORMAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS - MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA

 UMA AULA CHEIA DE RESOLUÇÕES EM BUSCA A COMPREENSÃO DOS SEGREDOS DAS NARRATIVAS A SEREM TRABALHADAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA - PROCESSO QUE EXIGE DISCERNIMENTO DA PRÁXIS E SUBLIMAÇÃO DO PENSAMENTO NO ALINHAMENTO DAS EMOÇÕES AO EMPRESTAR A CORPOREIDADE E O CORAÇÃO ÀS HISTÓRIAS QUE SAEM DOS LIVROS...

Nossas Confreiras da ABCH: Amaridis (De branco) e Léa, com os olhos do nosso Gato a nos olhar, estão a aprender a aprender a arte de mediar o livro e a leitura animada. Elas estão animadas nesse processo.

A MEDIAÇÃO DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA
Artigo de Autoria: Claudete T. da Mata
(Dezembro de 2015)
Mediação de Leitura Animada - Por Claudete T. da Mata
13 de Maio de 2016 - Feira Catarinense do Livro/Florianópolis/SC

A mediação de leitura animada é uma maneira de sair da leitura tradicional ao unir a textualidade autoral à prática da narração oral. Está voltada ao fomento do desejo de ler que se inicia pela atração de ouvir o mediador e sua leitura animada. Neste processo, o Livro é o objeto, o mediador que utiliza as escrituras por meio da força da linguagem, do corpo, do olhar e suas diferentes interpretações é o protagonista. Enquanto a narração oral tem ao seu alcance é fechamento desse processo criativo que tem por objetivo atiçar a imaginação, atrair o público ouvinte-leitor, brincar, desenvolver e aguçar os ouvintes trazendo-os para o livro.

“Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...” (ABRAMOVICH, 1993, p.16).


O termo Mediação de Leitura Animada surgiu na década de 80 quando passou a ser trabalhada em sala de aula, pela pedagoga e psicopedagoga Claudete T. da Mata, na formação do leitor ouvinte. As histórias extraídas dos livros em sala de aula, serviam para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem de estudantes de uma Instituição Educacional do Estado de Santa Catarina. Uma práxis que tinha o livro e a leitura como meios importantes no processo de informação e promoção das informações dos sujeitos envolvidos. Os escritores mais procurados, até essa época, eram: Ruth Rocha, especializada em livros infantis, Ana Maria Machado e Monteiro Lobato, das muitas histórias que vinham deles e eram utilizadas nessa prática.

Em sala de aula, foi sendo trabalhado o eu-leitor-mediador de leitura animada da autora desta práxis, que até então só se fazia a leitura simples. 

- Sempre me senti com a maior carga de responsabilidade pelo incentivo e a constituição do “meu eu leitor-mediador do saber”, no papel de orientadora da aprendizagem, jamais a ocupar o lugar de uma professora a dar conta do seu mero planejamento pedagógico, mas com a responsabilidade de aprender a aprender como e quando levar os livros - guardadores de segredos de todas as narrativas, com gosto de quero mais, até os leitores-ouvintes. Assim eu ia (como ainda tenho ido), de grupo em grupo, mediando a leitura e colocando em prática as diferentes formas de linguagem de maneira animada, uma prática que só eu e os estudantes sabiam como fazer, por meio de brincadeiras com as escrituras lidas e compartilhadas em grande grupo.

Assim foi sendo constituída e fortalecida a prática de Leitura Anima, também a colaborar com o desenvolvimento e a educação  da escuta afetiva, a estimular o pensamento crítico, o olhar convergente, trabalhando as divergências (diferenças) inter e intrassocial, o desenvolvimento dos sentidos e da afetividade, da sensibilidade humana, da capacidade imaginativa e criativa, da competência cognitiva e tudo que compõem a nossa bagagem cultural na construção das histórias que perpassam pelos fios da memória, até serem guardadas nos livros à espera de um Mediador de Leitura Animada. 

A soma de tudo o que é visto, percebido, ouvido, apreciado, sentido, pensado, refletido individualmente ou em grupo, decidido, derrubar barreiras na ruptura das zonas de conforto, entender e resolver sentimentos de perda, novas conquistas... Tudo isso por meio da Mediação de Leitura Animada resulta na formação do leitor-ouvinte, também de novos mediadores de leitura animada, quando é feito com habilidade imaginativa, capacidade de criação dos elementos utilizados, e da própria consciência corporal indispensável neste processo, leitura de livros, leitura de si mesmo, leitura de mundo, leitura do outro, leitura do ser até o fazer acontecer... Leitura do antes, do durante, do depois e do agora.
Há muitos e muitos anos, ainda quando a vida amanhecia no planeta, o Homem já narrava. Primeiro, falava de seu cotidiano: seus hábitos e seus revezes. Depois, em determinado momento, sentiu necessidade de dar conta de acontecimentos que escapavam a seu entendimento racional. Precisava encontrar explicações tanto para fenômenos da natureza quanto para o fato de ser quem era e estar onde estava. Assim concebeu então, um conto maravilhoso que, com seus elementos mágicos, explicava o que a razão desconhecia (CHEOLA, 2006, p.47).

(Aos poucos, crianças e adultos vão chegando e se acomodando... ao verem o que acontece, elas confabulam entre si... é a força da magia a espalhar a sua encantaria.)
Chegamos aos espaços de leitura, na preservação da nossa ancestralidade a levar as informações aos ouvintes-leitores, por meio da arte de narrar  histórias e fazer ao mesmo tempo uso do livro transformando-o num objeto preciso. Nesse processo de mediação de leitura animada, quando bem conduzidos pelo mediador, os ouvintes mergulham na imaginação numa viagem onde o resultado esperado é o encantamento que tudo pode fazer acontecer. Aqui nos encontramos com uma carga de responsabilidades ao expressar as informações aos leitores-ouvintes até sua transformação em leitor-mediador. A linguagem, nas diferentes formas, é trabalhada para o estímulo do sujeito leitor reflexivo e crítico.

Após mediação de leitura animada, lá na década de 80 (até os dias atuais) os ouvintes, eram reunidos em círculo intitulado “Roda de Apreciação”, como metodológica utilizada no fechamento da ação. Assim, todos os momentos ouvidos eram falados pela necessidade de expressar os seus sentimentos estimulados pela história mediada e os elementos de animação, a começar pela maneira de apresentar o próprio livro. Um leitor ia estimulando o outro, a resultar na contextualização do processo da Mediação de Leitura Animada. Os ouvintes expressavam a própria imaginação ao falar sobre a história: seus personagens, elementos mágicos que mais gostou, o que sentiu ao se aproximar da história... 

Na sua visão, qual a importância das histórias? Esta foi uma das experiências desenvolvida na formação de leitores críticos e sensíveis envolvidos no processo de Mediação de Leitura Animada, podendo expressar-se até a catarse quando as narrativas dão bem trabalhadas.

Bem trabalhadas em todos os seus aspectos essas narrativas podem exercer o seu fascínio tanto na mente das crianças quanto dos adultos, concorrendo assim com os meios de comunicação mais modernos e sofisticados (CHEOLA, 2006, p.88).

Foi assim que Eu aprendi fazendo: a escola adquire um papel importante na transmissão das informações, dentro e fora da sala de aula. Ela fica, então, com a maior carga de responsabilidade pela constituição do leitor/ouvinte/mediador.
Na minha práxis as interações do mediador por meio da leitura animada surgem como meio de levar o leitor-ouvinte a uma espécie de jogo com as narrativas e os seus segredos, sem mexer na estética da escritura. Crianças e adultos não se diferenciam no desejo de brincar com a linguagem falada e a escrita, ao fazer uso da imaginação e seus elementos de cena. 

O mesmo acontece com o narrador oral no papel de mediador de leitura animada até alcançar o leitor-ouvinte. Um dos elementos utilizados pelo narrador oral no processo de Mediação da Leitura Animada é a linguagem corporal acompanhada de técnicas e dinâmicas no trabalho da expressão do imaginário, também, na manipulação dos objetos elaborados (ou não) pelo mediador.

Os gestores dos meios educacionais e culturais, entre outros espaços sociais, precisam resgatar a arte de narrar histórias na preservação do narrador oral – contador de histórias. Assim, todos estarão caminhando de mãos dadas no incentivo de leitores voltados à perpetuação desta arte milenar. No universo escolar, por exemplo, deve-se começar pelas práticas pedagógicas onde os professores são narradores orais, dentro e fora da sala de aula. Cléo Busatto, no seu livro “Contar e Encantar – pequenos segredos da narrativa”, diz:

Conto histórias para formar leitores; para fazer da diversidade cultural um fato; valorizar as etnias; manter a História viva; para se sentir vivo; para encantar e sensibilizar o ouvinte; para estimular o imaginário; articular o sensível; tocar o 5 coração; alimentar o espírito; resgatar significados para a nossa existência e reativar o sagrado (BUSATTO, 2003, p. 45- 46).

Podemos ver que a prática de leitura animada não se faz sem o livro em uma das mãos e na outra podemos manipular elementos que retratem as personagens, os elementos mágicos... E brincar com a textualidade de maneira interativa utilizando-se da consciência corporal e das brincadeiras com a voz do narrador a dar vida aos personagens, fazendo com que eles saltem de dentro do livro...

Também há muito que fazer em prol do enriquecimento da práxis de mediação de leitura animada. Na construção do enredo por meio das imagens virtuais, por exemplo, pode-se fazer uso de jogos cênicos. Um deles pode ser a mímica e compartilhando a magia de todas as expressões humanas possíveis, a levar o leitor-ouvinte numa viagem com o mediador nas telas da imaginação; uma práxis que exige habilidades, domínio de público, controle emocional na disposição do mediador de leitura à troca de papéis onde hora ele assume o papel de narrador, hora interpreta as personagens, desenha o ambiente de maneira consciente e livre de amarras emocionais que o impeçam de embarcar no universo imaginário a desatar as brumas do processo de criação e de recriação do imaginário, momentos de esquecer a realidade, viver o tempo da história e soltar a criança de dentro de si.

Pode-se dizer que esta é a arte de se transformar num contador de histórias incondicional... um brincante com atuação ética e o cuidado com a estética da linguagem e da corporeidade ao emprestar o seu todo e dar vida às histórias que saem dos livros, sem mexer e nem por uma frase além das escrituras do autor. Na presença do BRANCO, há necessidade de conhecer e se apropriar de técnicas de improviso e meios sonoros para distração da mente a recobrar os fios da memória. São técnicas de preparação do contador de histórias-mediador do livro e da leitura animada, envolvidos no curso de formação; Espaço de Histórias – Projeto da Academia Brasileira de Contadores de Histórias – ABCH (Matriz), com início em 13 de julho de 2015 e conclusão teórica e prática em 08 de dezembro de 2016. Curso ministrado em Três Etapas, com aulas quinzenais no Centro Integrado de Cultura – CIC/Florianópolis/SC.

BIBLIOGRAFIA

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,1993.
BUSATTO, Cléo. Contar e encantar – pequenos segredos da narrativa. Petrópolis: Vozes, 2003.
CHAVES, Otília O. A arte de contar histórias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Confederação Evangélica do Brasil, 1963.
CHEOLA, Maria Laura Van Boekel. Quem conta um conto. In: CARVALHO, Maria Angélica Freire de & MENDONÇA, Rosa Helena. (Org.) Práticas de leitura e escrita. Brasília: Ministério da Educação, 2006.

MACHENS, Maria Lucia. Ruptura e subversão na literatura para crianças / Maria Lucia Machens – 1. Ed. – São Paulo: Global, 2009.

domingo, 12 de outubro de 2014

NOSSA PROPOSTA DE OFICINAS PARA 2015!


OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO – OLBL
OFICINA N° 1: LABORATÓRIO TEMÁTICO - ESCRITA CRIATIVA!

Encontros quinzenais, com início na primeira terça-feira do mês de março de 2015. 

Turma 1: Das 14h às 17h;
Turma 2: Das 18h à 21h. 

Nesta primeira edição do Laboratório, estaremos realizando uma jornada de trabalho literário, cujo objeto servirá para reforçar o Projeto Literária Boca de Leão, que vem trabalhando desde 2012, com tema gênero conto, dando continuidade  aos trabalhos como meio de incentivar novas formas de criação literária para todas as idades, e trazer mais escritores novatos e também os veteranos para darem mais corpo ao processo de escrita criativa.

Este projeto, em forma de laboratório, será aberto à comunidade como forma de incitar a produção literária além da Biblioteca onde o grupo está instalado, bem como em outros grupos que, assim como o Grupo Boca de Leão, também olham o gênero conto não só como uma forma literária, mas também como um microcosmo e ao mesmo tempo um todo, tudo isso por ser fruto de um fato bem narrado.

OFICINA N° 2: ESTUDOS DA NARRATIVA E ANÁLISE LITERÁRIA

Encontros quinzenais, com início na segunda terça-feira do mês de março de 2015.  

Turma 1: Das 14h às 17h;
Turma 2: Das 18h à 21h. 

Estaremos reiniciando a jornada de estudos da narrativa e aprofundamentos do processo de análise de trabalhos literários de outros autores, com o objetivo de tê-los como referência para o refinamento do fazer literário na criação de escritas criativas conscientes.

METODOLOGIA: Estudos por meio de leituras, debates e momentos de criação com técnicas de escrita. Uma delas, como forma facilitadora do imaginário, será a técnica do elemento inspirador, que levou os escritores Boca de Leão, em 2014, à nova forma de olhar o processo de escritura como um momento sagrado.

Em 2015 o Grupo continuará com a coordenação de Claudete T. da Mata, que estará trabalhando para continuar trazendo ao Grupo outros profissionais dedicados à arte do imaginário e da escrita, assim como a Professora Clarice F. Caldin, da UFSC, que estará trabalhando com o Grupo Boca de Leão, por meio de uma Palestra, a "Literatura Infantil," da antiguidade aos dias atuais. Tudo será feito para que o Grupo continue crescendo forte e cada vez mais apaixonado pela arte literária em conjunto com a narração oral.

OFICINA N° 3: FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

Encontros quinzenais, com início na terceira terça-feira do mês de março de 2015. 

Turma 1: Das 14h às 17h;
Turma 2: Das 18h à 21h. 

Esta Oficina surge com o objetivo de refinar as práticas da oralidade com o apoio de outros elementos para quem gosta de contar histórias animadas.

METODOLOGIA: Todos os momentos estarão acontecendo em forma de laboratório com técnicas e mecanismos que venham desvendar os segredos da narrativa, para o enriquecimento das praticas da oralidade.

Planejamento específico para o desenvolvimento de técnicas da oralidade, como: técnicas de improviso, memorização por meio de estudo do contexto, roteiro de imagem, consciência corporal, vocal, caricatura da voz, aprimoramento do vocabulário, exploração do espaço geográfico, lugar do conto, do corpo e do movimento...

OFICINA N° 4: CONFECÇÃO E MANIPULAÇÃO DE BONECOS CONTADORES DE HISTÓRIAS

Encontros quinzenais, com início na quarta terça-feira do mês de março de 2015. 

Turma 1: Das 14h às 17h;
Turma 2: Das 18h à 21h. 

Trabalhar os limites e as possibilidades do processo de criação do imaginário no desenvolvimento de habilidades criativas.

METODOLOGIA: Os participantes envolvidos no processo de criação e recriação de elementos de animação de contos interativos, sendo inseridos num espaço para apropriação de estilos artísticos/narrativo.

Inicialmente estarão experimentando por meio de técnicas e mecanismos de manipulação de bonecos, a narração de histórias com o auxílio de elementos de animação levados pela ministrante, para que possam se identificar com a prática da oralidade com recursos criativos, como: bonecos, elementos sonoros, panos, peças de roupa, luzes, improvisações, etc.

Os participantes estarão sendo preparados por meio de fundamentos teóricos e práticos interativos, com o objetivo de levá-los à decisão sobre a escolha do elemento de sua preferência, para a confecção de elementos contadores de histórias que estejam voltadas a todos os públicos, em especial a criação de "Bonecos Contadores de Histórias" de estilos diversificados, como: Máscaras, Mamulengos, Aventais, Tapetes, Figurinos Contadores de Histórias, etc. Até onde o imaginário for alcançado.

Neste espaço estaremos trabalhando, além do processo de criação de elementos de manipulação direta, com um planejamento interativo, visando a exploração do imaginário por meio de técnicas de manipulação de elementos neutros, improvisados pelos participantes, na exploração de todas as possibilidades e elementos prontos, com ensaios para a experimentação do material com apresentações abertas ao público, no final do ano letivo.

O aproveitamento de elementos vai desde materiais comercializados até aqueles que prestes a serem jogados no lixo. Em nossa mãos, tudo será transformados em arte que contará para encantar, até mesmo um simples pedaço de pano ou uma folha de papel amassado - elementos que serão transformados pela força do imaginário e da criação individual e coletiva.

A aquisição dos materiais de aprendizagem será de responsabilidade dos participantes que, no primeiro dia de aula, receberão uma listagem de material que será adquirido ao longo de todo o processo da Oficina.  

PÚBLICO ALVO: Professores, graduandos de diversas áreas do conhecimento, contadores de histórias, estudantes em geral e demais interessados.

FAIXA ETÁRIA MÍNIMA:  A partir dos 10 anos (período noturno, menores de idade deverão estar acompanhados de um responsável).

Como faremos?

Todos os participantes que permanecem na Oficina até o final de cada ano letivo, recebem certificações com carga horária compatível ao n° de presença nas oficinas e conclusão das mesmas. 

Todas as atividades do Grupo serão registradas e postadas neste blog e parte delas no Grupo Trupe Literária Boca de Leão, no Facebook Claudete da Matta.

Para participar do Grupo e das Oficinas, é preciso preencher ficha de inscrição e declaração de liberação de uso de imagem, a serem solicitadas por e-mail.
Idealizadora do Grupo Literário Boca de Leão e Coordenadora, Claudete T. da Mata.

Os interessados em participar da Oficina Literária Boca de Leão - Oficina Permanente da Biblioteca Pública de SC, em seus Laboratórios, deverão entrar em contato com a coordenação do projeto, pelo e-mail: claudete_tm@hotmail.com 

 O escritor e poeta, Augusto de Abreu, Presidente da Associação de Poetas, Contistas e Cronistas de SC, apaixonou-se pela vó Filomena e pela Cidorinha!

 Atenção! Este Blog está amparado pela Lei dos Direitos Autorais, nº. 9.610/1998, que determina a proteção autoral independentemente do meio em que estiver localizada a criação literária, inclusive na internet.