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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Espaço de Histórias: Como tudo começou?

FORMAÇÃO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS-MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA

O curso surgiu com o intuito de fomentar o refinamento da prática da oralidade, sacudir nos contadores de histórias o gosto pelo livro e pela leitura, pesquisar, estudar e incentivar estas atividades de difusão cultural capazes de contribuir com o despertar da sensibilidade humana, o imaginário consciente e o despertar da criatividade dos participantes envolvidos nestas atividades em grupo.

Julho: 13 e 27/07;
  
Agosto: 10/08 e 24/08;
Setembro: 14/09 e 28/09;
Outubro: 19/10;
Novembro: 09/11 e 23/11.
*cronograma sujeito a alteração.
Turma 1 - 15h às 17h
Turma 2 - 19h às 21h
Nessa segunda-feira (13.07.2015) foi ministrada a primeira aula da oficina gratuita: Espaço de Histórias, que até o momento atual está a ensinar técnicas e métodos de contação de histórias aos participantes. Realizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, o curso é uma iniciativa da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH) em parceria com a Fundação Catarinense de Cultura, desde o início da criação da Oficina Literária Boca de leão (24.07.2012), Projeto doado por Claudete T. da Mata à FCC (em 2016).  
Foto: Fotógrafo da FCC
E levamos o Curso Espaço de Histórias para o CIC, em 13 de julho de 2015. 
(Ação ABCH, em andamento)
O conteúdo de formação foi elaborado pela contadora de histórias Claudete Terezinha da Mata, Presidente de Honra da ABCH, inicialmente ministrado pela autora do projeto e a Vice-Presidente da ABCH, Cristina Magdaleno Lopes.  

Narração de histórias, dia 25 de abril de 2016 - Auditório da Biblioteca Pública de SC.
De onde surgiu a ideia do Curso?


O Curso surgiu da necessidade de inovações do processo de formação de contadores de histórias, incluindo a modalidade: Mediador do Livro e da Leitura Animada e Compartilhada. Um processo contínuo em prol da formação do narrador oral consciente de seus atos em cena. Assim como o Projeto “Tempo de Histórias" surgiu de necessidades observadas na primeira apresentação do Projeto “Histórias na Praça”, diante das necessidades observadas no decorrer das apresentações do Projeto Tempo de Histórias, surgiu a ideia de levar o Projeto de Formação do Contador de Histórias, em funcionamento na Biblioteca Pública de SC (desenvolvido na Oficina Literária Boca de Leão, atualmente só com a formação de escritores conscientes), foi aque a partir de de uma Reunião de Diretoria, na BPSC, decidiu-se levar a formação do contador de histórias para o CIC, pela ABCH foi intitulado: Curso “Espaço de Histórias”, com carga horária de Curso (não de Oficina) funcionamento na sala de cinema do Centro Integrado de Cultura/CIC.

Curso aberto ao público em geral, em idade a partir dos 10 anos (desde que esteja acompanhado de um adulto responsável). 

Em 06.03.2017, o curso retorna com a sua Terceira Etapa, atendendo duas turmas que iniciaram em 07.03.2016. 
Continuidade da proposta de Formação que, desde sua criação em 13.07.2015, está voltado ao estudo, à pesquisa e ao aprendizado de técnicas para o desenvolvimento das competências das Práticas da Oralidade dos Narradores de Histórias-Mediadores de Leitura Animada e Compartilhada.  Uma etapa de muitas trocas de saberes entre os integrantes a se preparar para se sentirem de fato: Contadores de Histórias. Todos conscientes dos seus deveres em cena, sempre a experimentar dos benefícios levados aos leitores-ouvintes, enquanto sujeitos afetivos, também, para si mesmos. 
Metodologia do Curso: Em “Três Etapas”, o curso propõe a inclusão de “Oficinas Extras”, com a exigência de frequência Mínima de 75%. Com acesso às informações (Conhecimentos teóricos e práticos de diferentes estilos-modalidades) importantes ao empoderamento do narrador oral, para o fortalecimento do processo afetivo-criativo a convidar os seus leitores-ouvintes para uma viagem única... Dinamizar o refinamento das práticas da oralidade a revelar os segredos de cada narrativa em cena, com planejamento mensal. assim propor aos integrantes, momentos indispensável aos narradores que habitam o o interior de cada um. sempre incentivados à busca do acesso não somente aos livros literários, como também acordar os seus saberes implícitos e contidos na sua infância interior.
Em todas as etapas do curso, busca-se priorizar o empoderamento do contador de histórias, oportunizando benefícios para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, emocional, criativo e cultural de cada integrante envolvido em rodas de escuta e apreciação de saberes teóricos e práticos.
As Oficinas Extras surgem para que todos tenham acesso às falas de diferentes profissionais; outras metodologias para agregar conhecimento sobre outras tendências da narratividade oral, assim poder chegar ao enriquecimento de novas falas e outras formas de linguagens simbólicas, onde o real sempre vai estar de mãos dadas com o poder da imaginação. Tudo sempre regado com águas da amorosidade humana.  
As aulas acontecem quinzenalmente, no cinema do Centro Integrado de Cultura e outros espaços de acolhimento às ações deste projeto. 

Curso: espaços de proposição de ensino e troca de aprendizado, de respeito às diferenças identificadas no decorrer das aulas, paralelas às práticas em grupo, acontece com repasses de técnicas essenciais a cada estilo narrativo. tudo sem mexer nas escolhas do narrador oral.
Fechada esta terceira Etapa, em 13 de julho/2017, o projeto terá continuidade, com a Primeira Etapa a ser iniciada no dia 07 de Agosto/2017 - com as duas novas turmas (vespertino e noturno), com conclusão em 13.07.2018.
Fora do espaço da FCC, o Curso exige um Investimento no mínino de R$30,00 (Mensal) por integrante. Ou para quem participa somente das Oficinas Extras: R$60,00 (Por Oficina, gerando possibilidades de ressarcir os Oficineiros)
Considerações Finais
A ABCH, por não possuir patrocínios financeiros de outras entidades, empresas, etc., em especial, da Fundação Catarinense de Cultura. Neste contínuo, por meio de suas atividades de formação e apresentações, busca multiplicar, preservar e perpetuar os contadores de histórias, narradores orais e a nossa ancestralidade. Por ser uma entidade sem fins lucrativos, busca todo o apoio possível para o custeio de suas práticas: Viagens, alimentação e estadia dos acadêmicos a serviço da ABCH. Até o presente momento, somente, recebe o apoio da Fundação Catarinense de Cultura para o desenvolvimento das ações. Demais projetos levados à sociedade.
Apoio da FCC à ABCH: Liberação de Espaços da FCC; divulgações das ações da ABCH, no site da FCC e CIC, custeio de viagens, liberação de xerox de documentos, etc. Por estas ações acima citadas acontecerem dentro das Casas da FCC; onde a ABCH também colabora com o desenvolvimento de alguns eventos da FCC. Ou seja, considerando o Termo de Cooperação nº 307/2015 – 2017, entre a FCC e a ABCH, solicitamos por meio de Ofícios à Presidência da Fundação Catarinense de Cultura – FCC, solicitando Isenções no uso de Espaços da FCC, para o desenvolvimento das oficinas no espaço do Centro Integrado de Cultura, também na divulgação das ações da ABCH pela Assessoria de Comunicação da FCC. 
Em casos especiais, solicitamos a liberação de cobranças em outros espaços, para o desenvolvimento das Oficinas Extras, com direito à cobranças de Investimentos (dos Cursistas), para o pagamento de ministrantes convidados. Na FCC, conseguimos fazer isso por meio de venda de produtos: livros, etc. Assim, a ABCH necessita da colaboração de outros órgãos, por meio de patrocínio via depósito nominal, que pode ser solicitada as informações para este fim, por email: claudete_tm@hotmail.com!
Claudete T. da Mata - Nona Feira Catarinense do Livro/Florianópolis/SC - Maio de 2016. 
Maria Teresinha Debatin - Taquaras/Rancho Queimado/SC - Dezembro de 2016.
Idealização, Redação e Coordenação dos Projetos (Histórias na Praça; Tempo de Histórias e Espaço de Histórias), junto com a Madrinha da ABCH, Maria Teresinha Debatin e a Presidente de Honra Claudete T. da Mata, em Assembleias e Reuniões de Diretoria.

A arte de contar histórias, com ou sem a presença do livro, na ABCH, é um convite a uma viagem repleta de narratividade a alimentar a alma humana, desde a sua tenra idade. O Espaço de Histórias, por meio de aulas expositivas e práticas e suas oficinas extras, acorda os fios da memória de seus leitores e seus ouvintes afetivos. Todos na preservação do narrador de histórias, também na perpetuação da nossa ancestralidade. E assim, cada narrador vai estar envolvido com os espaços de agregação de novos saberes. Desses narradores a serviço das possibilidades de crescimento que constitui o acervo da literatura oral. Claudete T. da Mata

Currículo Resumido:
Claudete Terezinha da Mata, Pedagoga, Especialista e Mestre em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Ministrante de cursos de capacitação pedagógica para professores, arte-educadores e outros profissionais. Ministrante de oficinas de formação de contadores de histórias, mediadores do livro e da Leitura animada e compartilhada. Contadora de histórias militante e atriz bonequeira. Mulher Oleira.  Escritora e Cronista. Orientadora da Aprendizagem e Supervisora de Estágios em Cursos de Pós-Graduação (Quando Convidada). Pesquisadora de histórias para a preservação de memórias tradicionais. Gestora de projetos da ABCH. Voluntária-Ativista em atividades culturais e artísticas, Militante na arte das narrativas orais, em Bibliotecas Públicas de SC e outras casas e pontos de cultura, escolas, praças, universidades e comunidade em geral. Idealizadora do Curso Espaço de Histórias: Formação do Contador de Histórias-Mediador do Livro e da Leitura animada e Compartilhada (lançamento em 13.07.2015); Mão que Tecem Histórias (Projeto para o incentivo de estudos, pesquisas, desenvolvimento de oficinas de resgate de memórias adormecidas e perdidas e registros catalográfico, com textos, fotos e vídeos...). Presidente Nacional/Fundadora da Academia Brasileira de Contadores de Histórias/ABCH (Matriz), Sede em Florianópolis/SC. Ações 100% voluntárias.

BIBLIOGRAFIA:
ALVES, Rubem. Ao Professor, Com o Meu Carinho. Editora: Bestbolso - Categoria: Literatura Nacional / Contos e Crônicas.
BELINKY, Tatiana. Os Contos de Grimm. Tradução do alemão. SP: Ed. Paulus, 1989.
BUSATTO, Cléo. O Fio da História: Por uma educação pela paz. Curitiba/PR: Artes & Textos, 2011.
___________ Práticas da Oralidade na sala de aula. SP: Cortez, 2010 (Oficinas aprender fazendo).
___________ Contar e Encantar: Pequenos segredos da narrativa – Petrópolis/RJ: Vozes, 2012.
JOSÉ, Elias. Memórias, cultura e literatura: o prazer de ler e recriar o mundo. SP: Ed. Paulus, 2012.
SARTRE, Jean-Paulo. A imaginação. Porto Alegre, RS: L&PM, 2013. 
SISTO, Celso. Do griô ao vovô: o contador de histórias tradicional africano e suas representações na literatura infantil. Silvahttp://www.seer.ufrgs.br/NauLiteraria/article/viewFile/43352/27859

quinta-feira, 14 de julho de 2016

01.07.2016 - Dança de Isis - Tempo de Histórias, com Elena Lamego pela A...

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)

Tempo de Histórias
Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)
Florianópolis (SC)

DANÇA DE ISIS
Dança Narrativa

Foi pura magia ver esta arte narrativa: Dança de Isis!

A ABCH está recebendo pérolas cheias de magia.

Claudete T. da Mata
Filmagem: Presidente Nacional da ABCH

terça-feira, 12 de julho de 2016

CRIANÇAS FAZEM UMA HOMENAGEM ÀS ACADÊMICAS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CON...

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Em Presidente Getúlio - Santa Catarina, foi lindo de ouvir de dentro desta roda cheia de amorosidade humana. Esta é a recompensa maior que podemos ter.

ESCRAVA ISABEL DA ILHA DE SANTA CATARINA - POR SUA NETA OSMARINA!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)



Um pedacinho de uma História da História - um pedacinho de tudo o que vivenciou na sua meninice na Ilha de Santa Catarina. Neta da escrava Isabel, ela narra a história de seus avós paterno, nativos da Ilha de SC.



Osmarina Maria de Souza foi à cidade de Presidente Getúlio/SC, e na noite de 08 de julho de 2016, às 21h, integrando-se no Projeto "Em Cada Canto um Encanto: Levando os contos onde os contadores de histórias ainda não foram", ela narrou a história de sua avó Isabel que abrilhantou o nosso Plano de ação em Grupo/Primeiro Semestre de 2016.



Na nossa Academia é assim, estamos sempre na estrada a levar as encantarias do imaginário e da vida real a toda a gente sem fronteiras. Vó Osmarina, Acadêmica-Patrona da Cadeira 12, tem 86 anos de idade, sempre cheia de disposição. Para essa viagem, liguei para ela, no dia 07.07, quando a acordei a lembrá-la que passaria em sua casa às 08h para pegá-la - ela estava dormindo e, meio sonolenta, acordou de vez para se aprontar e seguir conosco nessa viagem. Ela não perde uma oportunidade. Está sempre a viver a Vida com toda a sua plenitude.



Vó Osmarina é Contadora de Histórias da História!



Entre na nossa página no Facebook: Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz), onde você pode, também, ver tudo o que temos feito, comente com o apoio da Fundação Catarinense de Cultura/FCC que nos cede a Van para as nossas viagens. E sempre que podemos conseguir o apoio dos moradores dos municípios na aquisição da hospedagem e alimentação, facilita mais a nossa ida. Nessa viagem, por exemplo, ficamos na casa do casal Zago, com alimentação, também.



Não temos ajuda de políticos, somente levamos as histórias a todos os lugares com o auxílio dos cidadão que nos hospedam em suas casas, com café da manhã, almoço e janta, quando os estabelecimentos onde levamos os nossos projetos não nos oferecem.



Você pode fazer parte do nosso trabalho por meio de doações espontâneas, depositando sua doação direto na Conta Bancária da ABCH:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - AG. 1.555, OPERAÇÃO: 013, CONTA: 22.823-3

EM NOME: ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

CNPJ: 23.075.093/0001-19 - MATRIZ



Só não estamos indo mais adiante por falta de recursos financeiros. Somos uma instituição sem finalidades lucrativas. COLABORE!



Claudete t. da Mata

Presidente Nacional-Fundadora da ABCH

"Um por todos e Todos por um!"


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pierre André: Pitoco e seu fiel Escudeiro!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Filmagem: Claudete T. da Mata - 29.07.2016


O Brasil sai de campo das ideias abstratas com a Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz que tem levado aos narradores orais (contadores de histórias, professores, atores cênicos, psicólogos, artistas plásticos e outros atores) o projeto Espaço de Histórias: Formação do Contador de Histórias-Mediador do Livro e da Leitura Animada e Compartilhada, com a inclusão de Oficinas Extracurriculares, onde os integrantes possam ter acesso a outras referências da arte de contar e imaginar com as histórias. 

Neste espaço, todos conseguem incluir nas suas práxis os elementos de outras artes (Teatro de bonecos, música, dança, palhaçaria, etc.), tudo para a renovação de estilos narrativos com ou sem uso de elementos concretos. 

Pierre André veio de Belo Horizonte, numa ação voluntária, ministrou a Oficina 2: Segunda Etapa do Curso "Espaço de Histórias: Uso de Elementos na Contação de Histórias".Em Florianópolis, com encerramento dia 01.07.2016 (Aniversário de Pierre), no Teatro Álvaro de Carvalho. Pierre é ator-contador de histórias, um autodidata da narratividade, futuro Acadêmico ABCH, com Posse marcada para 11.11.2016, em Florianópolis/SC. 

Local: Centro Integrado de Cultura - CIC/FCC. Na ABCH temos apoio da Fundação Catarinense de Cultura - FCC.

É um espaço de socialização e troca de saberes, onde ministrante e ouvintes aprende em conjunto. Coordenação do projeto: Claudete T. da Mata - Presidente Nacional da ABCH. Uma ação de cunho voluntário, por isso, GRATUITO PARA TODOS! 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

29.06.106 - Espaço de Histórias: Turma da Segunda Etapa (2015-2016)

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Foto: Claudete T. da Mata

Nem todos estão aqui. Os demais estavam a apreciar os livros de Pierre André, nosso ministrante colaborador e futuro Acadêmico da ABCH - Ele vai tomar posse, juntamente com a contadora que está com a Emengarda, a Barata, protagonista do livro de seu autor-contador de histórias.

(Filmagem: Claudete T. da Mata)

Turma ainda em processo de refinamento da cantoria em grupo. Somos cantores desde que soltamos o nosso primeiro choro. Assim também somos contadores de histórias, desde que contamos ao outros do seio familiar, o nosso primeiro causo. Agora precisamos nos organizar. Já aprendemos a caminhar sozinhos, sem o colo da mamãe.

29.06.2016 - No Espaço de Histórias: Segunda Etapa com a Oficina 2 - Uso de elementos na contação de histórias e mediação do livro e da leitura animada e compartilhada - com o MINISTRANTE E FUTURO ACADÊMICO DA ABCH: PIERRE ANDRÉ, num processo continuado, o Brasil sai de campo da abstração e começa a trazer o encantamento à Aldeia Terra com os contadores de histórias, acadêmicos e integrantes do Projeto Espaço de Histórias da Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz), sede em Florianópolis, Santa Catarina, com mais um novo Membro Imortal/ABCH, Pierre André: Ator-contador de histórias, vindo de Belo Horizonte  a compartilhar os seus saberes sem fronteiras, com a amorosidade humana. No dia 29 de junho de 2016, no palco do Centro Integrado de Cultura - CIC, Florianópolis/SC - Encerramento de mais um momento único com a turma da noite no palco a cantarolar cantigas do folclore catarinense, da Ilha da Magia que se espalhou por todos os cantos do Estado de SC, Sul do Brasil. Coordenação do Projeto: Claudete t. da Mata - Presidente Nacional-Fundadora da ABCH.

domingo, 19 de junho de 2016

CONTO DE AUTORIA - PRIMEIRA FESTA DE PIJAMA DA BIBLIOTECA DA VÓ DORA!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)




Esta é a confreira Aparecida Facioli, uma apaixonada pela narração oral com o uso de elementos de cena.

Esta é a sua primeira narração com as bonecas no seu colo. Na oralidade, sendo um conto de sua autoria, a contadora brinca do seu jeito com a narratividade.

CONTO DE AUTORIA - PRIMEIRA FESTA DE PIJAMA DA BIBLIOTECA DA VÓ DORA!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)




Esta é a confreira Aparecida Facioli, uma apaixonada pela narração oral com o uso de elementos de cena.

Esta é a sua primeira narração com as bonecas no seu colo. Na oralidade, sendo um conto de sua autoria, a contadora brinca do seu jeito com a narratividade.

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DO ROTEIRO DE IMAGEM DO CONTADOR DE HISTÓRIAS-MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


PROJETO ABCH: “ESPAÇO DE HISTÓRIAS”: FORMAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS-MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA E COMPARTILHADA

Integrante/Aluno:

Orientadora do Projeto “Espaço de Histórias”
Claudete da Mata – Presidente Nacional-Fundadora da Academia Brasileira de Contadores de Histórias – ABCH (Matriz)

ROTEIRO DE IMAGEM

LIVRO:
AUTOR:

a) O que fazer antes de iniciar a narrativa: Cantarolar (   ) Sussurrar (   )  Entrar direto na história (   )
b) Iniciar a mediação da leitura animada, com:
c) Sentimentos identificados na personagem principal:
d) Como movimentar a narrativa: trabalhar com movimentos leves (pequenas curvaturas), explorar o espaço geográfico do conto, explorar os planos alto, médio e baixo na movimentação corporal...
e) Exploração da VOZ: fazer uso de prosopopeias – Vida ao Som e onomatopeias – Sons

Exemplificando: BRI LI LIM BLIN GLÓN GLÓN BLÉM BLÉM (ouvir-se enquanto emitir os sons)

INTENSIDADE DO SOM: Fraco, Médio, Forte, Fortíssimo...

Nível da Voz do Narrador:
a) Alternância da Voz – Dinâmica da Voz do SER (ouvir-se enquanto acontece a sonoridade)
b) contar tempo: das onomatopeias com os dedos ou mentalmente: 1, 2, 3

COMO VIR A SER PARA FAZER ACONTECER A PERSONAGEM QUE PRECISA DO NARRADOR?

SEPARANDO O CONTADOR DE HISTÓRIAS, SUJEITO INDIVIDUAL, PARA A ORGANIZAÇÃO DA SUA PRÁXIS - PROCESSO DE CONSCIENTIZAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS:

- Conhecimento de diferentes categorias de contos: histórias antigas - da narrativa mítica às origens de outras histórias;
- Estudar contos africanos, indígenas, de tradição no resgate da oralidade dentro e fora da sala de aula...
- Conhecer técnicas e metodologias da arte de contar histórias;
- Como organizar o repertório?
- Preparação das narrativas, com uso de elementos concretos na contação de histórias e na mediação de leitura animada e compartilhada: instrumentos sonoros, bonecos, etc...
- Contar histórias com elementos animados;
- Trabalhar a voz do narrador separada das vozes dos personagens;
- Explorar e refinar os diferentes aspectos narrativas por meio da memória no ato de contar histórias;


- Livro aconchegado ao corpo, de maneira que não atrapalhe a performance do mediador;
- Figurino de uso habitual (ou não);
- Exercitar a consciência corporal para o domínio do enredo e a retratação dos atos em cena;
- Estudar as características inter e intrapessoal dos personagens no espaço do conto;
- Viver o universo imaginário, sem a pré-ocupação com a plateia;
- Trabalhar a imaginação para CONTAR-MEDIAR O LIVRO E A LEITURA ANIMADA E ENCANTAR;
- Viajar na IMAGINAÇÃO - Auxilia O OUVINTE na educação da escuta para o fomento do leitor ouvinte;
- conduzir COM LEVE, cada momento da MEDIAÇÃO, ao  dar vida a sua criança interior;
- Entrada, PERMANÊNCIA e SAÍDA da HISTÓRIA: Trabalhar com a hora do conto, não do relógio do pulso;
- Tempo da história:
-  A fala do corpo:
- Fechamento da História:
- Sair da Narradora Interior: Sacodir de corpo (   ) Cantarolar (   )  Outro:

2ª MOMENTO: MEU REPERTÓRIO

CONTOS PARA MEDIAÇÕES DE LEITURA ANIMADA (CITAR A OBRA LITERÁRIA)

1)
2)
3)
4)
5)
6)
7)
8)

Contação de História: Lila e o Segredo da Chuva!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)




Para que possamos nos encantar com o nosso Membro Imortal da ABCH: Ademir Apparício Júnior.

Vejam como ele brinca com a narrativa, jogo de voz, movimentos corporais... Encante-se e aprenda a aprender a encantar com as histórias. Claudete t. da Mata

Publicado a 11/04/2016
Lá na África, havia uma aldeia onde Lila morava com sua família, porém o sol estava tão quente que o poço da vila estava secando, as plantações morrendo e sem água não há vida. Com medo, pede auxílio ao seu avô que lhe revela um segredo muito antigo. (Livre adaptação do conto de David Conway).

FICHA TÉCNICA DO ACADÊMICO-PATRONO DA ABCH:

CONTADOR DE HISTÓRIAS: Ademir Apparício Júnior
HISTÓRIA: "Lila e o Segredo da Chuva", livre adaptação do conto de David Conway
APOIO CULTURAL: Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH) e Rede Internacional de Contadores de Histórias (RED)
FIGURINOS: Zezé Cherubini
REGISTRO AUDIOVISUAL E FOTOGRÁFICO: Mabru Rodrigues
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Ademir Apparício Júnior
E-MAIL PARA CONTATO: ademirappjr@gmail.com

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O HOMEM SEM SORTE - CONTADORA DE HISTÓRIAS: VÂNIA SCHWENCK

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)



Filmagem: Claudete T. da Mata

Mais uma história para nos alegrar. Mesmo que o final não seja do nosso gosto.

A contadora brinca com a narrativa, as vozes, os movimentos, o tempo, os desejos...



Dia 02 de junho foi um dia especial para a ABCH!



Claudete T. da Mata

Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz)

02.06.2016: ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)


Filmagem: Claudete t. da Mata
No Tempo de Histórias, os griôs voltam ao Teatro!


As contadoras de histórias são Membros Imortais da ABCH. Elas são de Navegantes e nos surpreenderam com este conto em dupla. Brincaram com as vozes, os movimentos corporais... Esta foi a primeira experiência da dupla em cena, no palco do Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis/SC.

Dar asas à imaginação, é assim: Acordar a criança de dentro de cada um de nós.

Claudete T. da Mata
Presidente de Honra da ABCH

Após reescrever e ler este conto, lembrei de tantas pessoas... Trago para você "MARICOTA"!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)

MARICOTA!

Maricota viva a se destacar entre todas as outras. Seu espírito de aventura e ousadia a levava a todos os cantos do mundo. Nada a temia. Ela não tinha limites. Era só imaginar algo, lá ia Maricota a bater suas asas por onde queria. O dono do lugar, que no início ficava a admirar Maricota, agora, já aborrecido com o seu estilo, começou a matutar um jeito de mudar suas atitudes que, na visão do homem, estavam contagiando as outras moradoras do lugar, que já estavam a copiar. Maricos era muito ousada.

Certo dia o dono do lugar fincou um cajado no meio do campo, e amarrou Maricota com uma corda de dois metros. O mundo que antes era tão amplo, agora reduzido a exatamente onde a corda permitia Maricota chegar. Ali ela passava os dias. Ela ficou a ciscar, comendo e dormindo, passou a estabelecer sua nova vida. 

Maricota, agora, com o seu andar reduzido ao círculo, a grama do lugar foi desaparecendo. Tudo foi perdendo a cor, o sabor, a magia... Era interessante ver delineado um círculo perfeito em volta dela. Do lado de fora onde Maricota não podia chegar, a grama verde, do lado de dentro, só terra. 

Depois de um tempo, o dono do lugar... Aquele homem incomodado com a primeira Maricota, começou a pensar... Ele se compadeceu da nova Maricota. Ela, antes tão inquieta e audaciosa, era agora uma apática imagem. Então a soltou.

Agora Maricota estava livre! 


Estranhamente, Ela não ultrapassava o círculo feito por ela. Era outra... Só ciscava dentro de sua delimitação. Olhava para além do seu limite, mas sua coragem não era suficiente para se aventurar sair do novo lugar. E assim Marico foi até o seu fim.

É certo que nascemos tendo os nossos horizontes estabelecidos, inicialmente, estabelecido por outros, depois por nós. Como limite, mas as pressões do cotidiano fazem, com o passar dos dias, com que os nossos pés fiquem presos a um chão chamado rotina. Há Maricotas que enfrentam crises e vencem... Outras vivem momentos confusos, de violentas crises em suas vidas, sem a coragem de tentar algo novo e, com suas próprias pernas, tirá-las de determinada situação. Assim feito o dito Homem dono do lugar, ficam a admirar os que têm a ousadia de recomeçar, porém, sem meta e sem organização de espaços, tempo, sonhos, essas Maricotas diante dos seus limites e da liberdade sem coragem, buscam algum culpado e vão ficando dentro do seu "círculo" entre dúvidas, choros, indecisões... é quando a maioria chega no seu limite!


Maricota era só uma galinha que perdeu o seu estilo. E você?

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mediação de leitura e Conversação - Processo de Escrita na Oficina liter...

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)

DIVULGAÇÃO DA MEDIAÇÃO DE LEITURA OCORRIDA NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA - OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO E ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS




Narrativa produzida por Natália Severiano Bueno, integrante da OLBL e Membro Imortal da Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH (Matriz), a mediar a sua produção (Texto para pensar).

Um momento de reflexão e análise da narrativa em grupo. Albertina Saudade da Fonseca, sempre a dar sua contribuição acompanhada de muitos ensinamentos que nos levam a pensar sobre o pensar.



Na OLBL, há tempo para olhar, tocar no pensamento, imaginar, deixar a alma livre e a mão solta, escrever sem medo de errar, voltar, ler, compartilhar com os outros para refletir sobre o próprio fazer, levar para casa e continuar... É um processo de mexer no que foi acordando e tomando corpo, pensar nos verbos que dão força à escritura, levar o escritor para dentro de si... Um espaço de livre arbítrio. Uma janela por onde todos conseguem ver o que acontece além dela, um espaço para acordar o processo criativo com consciência e sem medo da fala do outro. Aqui, todas as falas precisam de ouvidos, corpo e movimento. É um jeito de fazer com a alma, antes de dizer:



- Está pronto!



Vamos continuar aprender a aprender a fazer, socializar e compartilhar os nossos saberes, certos de que estamos a conviver com pessoa de estilos diferentes, que por mais que alguns tentem nos copiar, a emenda jamais vai ser igual a nossa.



O escritor consciente, não é diferente do contador de histórias consciente. Os dois caminham lado a lado. Um precisa da companhia do outro. Então, por que ainda se vê em certas realidades tanto distanciamento entre estes dois atores autorais de suas próprias ações?



Redação: Claudete T. da Mata - Supervisora da OLBL

quarta-feira, 1 de junho de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dia 16 de Maio de 2016 - No Espaço de Histórias, com os integrantes em processo de formação!

ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS (ABCH-MATRIZ)



ESPAÇO DE HISTÓRIAS: FORMAÇÃO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS - MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA

 UMA AULA CHEIA DE RESOLUÇÕES EM BUSCA A COMPREENSÃO DOS SEGREDOS DAS NARRATIVAS A SEREM TRABALHADAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO MEDIADOR DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA - PROCESSO QUE EXIGE DISCERNIMENTO DA PRÁXIS E SUBLIMAÇÃO DO PENSAMENTO NO ALINHAMENTO DAS EMOÇÕES AO EMPRESTAR A CORPOREIDADE E O CORAÇÃO ÀS HISTÓRIAS QUE SAEM DOS LIVROS...

Nossas Confreiras da ABCH: Amaridis (De branco) e Léa, com os olhos do nosso Gato a nos olhar, estão a aprender a aprender a arte de mediar o livro e a leitura animada. Elas estão animadas nesse processo.

A MEDIAÇÃO DO LIVRO E DA LEITURA ANIMADA
Artigo de Autoria: Claudete T. da Mata
(Dezembro de 2015)
Mediação de Leitura Animada - Por Claudete T. da Mata
13 de Maio de 2016 - Feira Catarinense do Livro/Florianópolis/SC

A mediação de leitura animada é uma maneira de sair da leitura tradicional ao unir a textualidade autoral à prática da narração oral. Está voltada ao fomento do desejo de ler que se inicia pela atração de ouvir o mediador e sua leitura animada. Neste processo, o Livro é o objeto, o mediador que utiliza as escrituras por meio da força da linguagem, do corpo, do olhar e suas diferentes interpretações é o protagonista. Enquanto a narração oral tem ao seu alcance é fechamento desse processo criativo que tem por objetivo atiçar a imaginação, atrair o público ouvinte-leitor, brincar, desenvolver e aguçar os ouvintes trazendo-os para o livro.

“Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...” (ABRAMOVICH, 1993, p.16).


O termo Mediação de Leitura Animada surgiu na década de 80 quando passou a ser trabalhada em sala de aula, pela pedagoga e psicopedagoga Claudete T. da Mata, na formação do leitor ouvinte. As histórias extraídas dos livros em sala de aula, serviam para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem de estudantes de uma Instituição Educacional do Estado de Santa Catarina. Uma práxis que tinha o livro e a leitura como meios importantes no processo de informação e promoção das informações dos sujeitos envolvidos. Os escritores mais procurados, até essa época, eram: Ruth Rocha, especializada em livros infantis, Ana Maria Machado e Monteiro Lobato, das muitas histórias que vinham deles e eram utilizadas nessa prática.

Em sala de aula, foi sendo trabalhado o eu-leitor-mediador de leitura animada da autora desta práxis, que até então só se fazia a leitura simples. 

- Sempre me senti com a maior carga de responsabilidade pelo incentivo e a constituição do “meu eu leitor-mediador do saber”, no papel de orientadora da aprendizagem, jamais a ocupar o lugar de uma professora a dar conta do seu mero planejamento pedagógico, mas com a responsabilidade de aprender a aprender como e quando levar os livros - guardadores de segredos de todas as narrativas, com gosto de quero mais, até os leitores-ouvintes. Assim eu ia (como ainda tenho ido), de grupo em grupo, mediando a leitura e colocando em prática as diferentes formas de linguagem de maneira animada, uma prática que só eu e os estudantes sabiam como fazer, por meio de brincadeiras com as escrituras lidas e compartilhadas em grande grupo.

Assim foi sendo constituída e fortalecida a prática de Leitura Anima, também a colaborar com o desenvolvimento e a educação  da escuta afetiva, a estimular o pensamento crítico, o olhar convergente, trabalhando as divergências (diferenças) inter e intrassocial, o desenvolvimento dos sentidos e da afetividade, da sensibilidade humana, da capacidade imaginativa e criativa, da competência cognitiva e tudo que compõem a nossa bagagem cultural na construção das histórias que perpassam pelos fios da memória, até serem guardadas nos livros à espera de um Mediador de Leitura Animada. 

A soma de tudo o que é visto, percebido, ouvido, apreciado, sentido, pensado, refletido individualmente ou em grupo, decidido, derrubar barreiras na ruptura das zonas de conforto, entender e resolver sentimentos de perda, novas conquistas... Tudo isso por meio da Mediação de Leitura Animada resulta na formação do leitor-ouvinte, também de novos mediadores de leitura animada, quando é feito com habilidade imaginativa, capacidade de criação dos elementos utilizados, e da própria consciência corporal indispensável neste processo, leitura de livros, leitura de si mesmo, leitura de mundo, leitura do outro, leitura do ser até o fazer acontecer... Leitura do antes, do durante, do depois e do agora.
Há muitos e muitos anos, ainda quando a vida amanhecia no planeta, o Homem já narrava. Primeiro, falava de seu cotidiano: seus hábitos e seus revezes. Depois, em determinado momento, sentiu necessidade de dar conta de acontecimentos que escapavam a seu entendimento racional. Precisava encontrar explicações tanto para fenômenos da natureza quanto para o fato de ser quem era e estar onde estava. Assim concebeu então, um conto maravilhoso que, com seus elementos mágicos, explicava o que a razão desconhecia (CHEOLA, 2006, p.47).

(Aos poucos, crianças e adultos vão chegando e se acomodando... ao verem o que acontece, elas confabulam entre si... é a força da magia a espalhar a sua encantaria.)
Chegamos aos espaços de leitura, na preservação da nossa ancestralidade a levar as informações aos ouvintes-leitores, por meio da arte de narrar  histórias e fazer ao mesmo tempo uso do livro transformando-o num objeto preciso. Nesse processo de mediação de leitura animada, quando bem conduzidos pelo mediador, os ouvintes mergulham na imaginação numa viagem onde o resultado esperado é o encantamento que tudo pode fazer acontecer. Aqui nos encontramos com uma carga de responsabilidades ao expressar as informações aos leitores-ouvintes até sua transformação em leitor-mediador. A linguagem, nas diferentes formas, é trabalhada para o estímulo do sujeito leitor reflexivo e crítico.

Após mediação de leitura animada, lá na década de 80 (até os dias atuais) os ouvintes, eram reunidos em círculo intitulado “Roda de Apreciação”, como metodológica utilizada no fechamento da ação. Assim, todos os momentos ouvidos eram falados pela necessidade de expressar os seus sentimentos estimulados pela história mediada e os elementos de animação, a começar pela maneira de apresentar o próprio livro. Um leitor ia estimulando o outro, a resultar na contextualização do processo da Mediação de Leitura Animada. Os ouvintes expressavam a própria imaginação ao falar sobre a história: seus personagens, elementos mágicos que mais gostou, o que sentiu ao se aproximar da história... 

Na sua visão, qual a importância das histórias? Esta foi uma das experiências desenvolvida na formação de leitores críticos e sensíveis envolvidos no processo de Mediação de Leitura Animada, podendo expressar-se até a catarse quando as narrativas dão bem trabalhadas.

Bem trabalhadas em todos os seus aspectos essas narrativas podem exercer o seu fascínio tanto na mente das crianças quanto dos adultos, concorrendo assim com os meios de comunicação mais modernos e sofisticados (CHEOLA, 2006, p.88).

Foi assim que Eu aprendi fazendo: a escola adquire um papel importante na transmissão das informações, dentro e fora da sala de aula. Ela fica, então, com a maior carga de responsabilidade pela constituição do leitor/ouvinte/mediador.
Na minha práxis as interações do mediador por meio da leitura animada surgem como meio de levar o leitor-ouvinte a uma espécie de jogo com as narrativas e os seus segredos, sem mexer na estética da escritura. Crianças e adultos não se diferenciam no desejo de brincar com a linguagem falada e a escrita, ao fazer uso da imaginação e seus elementos de cena. 

O mesmo acontece com o narrador oral no papel de mediador de leitura animada até alcançar o leitor-ouvinte. Um dos elementos utilizados pelo narrador oral no processo de Mediação da Leitura Animada é a linguagem corporal acompanhada de técnicas e dinâmicas no trabalho da expressão do imaginário, também, na manipulação dos objetos elaborados (ou não) pelo mediador.

Os gestores dos meios educacionais e culturais, entre outros espaços sociais, precisam resgatar a arte de narrar histórias na preservação do narrador oral – contador de histórias. Assim, todos estarão caminhando de mãos dadas no incentivo de leitores voltados à perpetuação desta arte milenar. No universo escolar, por exemplo, deve-se começar pelas práticas pedagógicas onde os professores são narradores orais, dentro e fora da sala de aula. Cléo Busatto, no seu livro “Contar e Encantar – pequenos segredos da narrativa”, diz:

Conto histórias para formar leitores; para fazer da diversidade cultural um fato; valorizar as etnias; manter a História viva; para se sentir vivo; para encantar e sensibilizar o ouvinte; para estimular o imaginário; articular o sensível; tocar o 5 coração; alimentar o espírito; resgatar significados para a nossa existência e reativar o sagrado (BUSATTO, 2003, p. 45- 46).

Podemos ver que a prática de leitura animada não se faz sem o livro em uma das mãos e na outra podemos manipular elementos que retratem as personagens, os elementos mágicos... E brincar com a textualidade de maneira interativa utilizando-se da consciência corporal e das brincadeiras com a voz do narrador a dar vida aos personagens, fazendo com que eles saltem de dentro do livro...

Também há muito que fazer em prol do enriquecimento da práxis de mediação de leitura animada. Na construção do enredo por meio das imagens virtuais, por exemplo, pode-se fazer uso de jogos cênicos. Um deles pode ser a mímica e compartilhando a magia de todas as expressões humanas possíveis, a levar o leitor-ouvinte numa viagem com o mediador nas telas da imaginação; uma práxis que exige habilidades, domínio de público, controle emocional na disposição do mediador de leitura à troca de papéis onde hora ele assume o papel de narrador, hora interpreta as personagens, desenha o ambiente de maneira consciente e livre de amarras emocionais que o impeçam de embarcar no universo imaginário a desatar as brumas do processo de criação e de recriação do imaginário, momentos de esquecer a realidade, viver o tempo da história e soltar a criança de dentro de si.

Pode-se dizer que esta é a arte de se transformar num contador de histórias incondicional... um brincante com atuação ética e o cuidado com a estética da linguagem e da corporeidade ao emprestar o seu todo e dar vida às histórias que saem dos livros, sem mexer e nem por uma frase além das escrituras do autor. Na presença do BRANCO, há necessidade de conhecer e se apropriar de técnicas de improviso e meios sonoros para distração da mente a recobrar os fios da memória. São técnicas de preparação do contador de histórias-mediador do livro e da leitura animada, envolvidos no curso de formação; Espaço de Histórias – Projeto da Academia Brasileira de Contadores de Histórias – ABCH (Matriz), com início em 13 de julho de 2015 e conclusão teórica e prática em 08 de dezembro de 2016. Curso ministrado em Três Etapas, com aulas quinzenais no Centro Integrado de Cultura – CIC/Florianópolis/SC.

BIBLIOGRAFIA

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione,1993.
BUSATTO, Cléo. Contar e encantar – pequenos segredos da narrativa. Petrópolis: Vozes, 2003.
CHAVES, Otília O. A arte de contar histórias. 3ª ed. Rio de Janeiro: Confederação Evangélica do Brasil, 1963.
CHEOLA, Maria Laura Van Boekel. Quem conta um conto. In: CARVALHO, Maria Angélica Freire de & MENDONÇA, Rosa Helena. (Org.) Práticas de leitura e escrita. Brasília: Ministério da Educação, 2006.

MACHENS, Maria Lucia. Ruptura e subversão na literatura para crianças / Maria Lucia Machens – 1. Ed. – São Paulo: Global, 2009.

Nos Campos do Paiquerê, de Cléo Busatto - Naipi e Tarobá

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Mais um pouco de encantaria a desatar os fios das teias da memória... De Cléo Busatto!

domingo, 15 de maio de 2016

Meu Avô me contou, Leonardo Boff escreveu e Eu narrei!

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Por que há tantas estrelas no céu?

Narração feita em Abril de 2015, no Colégio Catarinense, em Florianópolis/SC. Por Claudete T. da Mata.

Baba Yaga - Conto Russo


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Entro no universo sagrado, conheço os seus personagens, lugares, tempos, suas emoções, características, vozes, olhares e só não consigo retratar aquilo que meu corpo não comporta. Claudete T. da Mata, na cidade catarinense Rio do Oeste (10.07.2015 na companhia da Confraria ABCH).

14.05.2016: TEATRO DE BONECOS CONVIDADOS DA ABCH (MATRIZ)

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FEIRA CATARINENSE DO LIVRO

DE 04 A 14 DE MAIO DE 2016

NA ABCH TIVEMOS UMA CHUVA DE MAGIAS E LEVAMOS AO PÚBLICO