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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sobre Maneiras de Contar Histórias!

(Claudete T. M.s - Narrando Histórias pela ABCH, na Feira Catarinense do Livro/Florianópolis/SC/2016)
Existem várias maneiras de contar histórias, as quais fazem parte do estilo do narrador oral. E para cada maneira, o mais importante e gostar da histórias, narrá-la sem o faz-de-conta. É preciso acreditar na história, por mais absurda que ela seja, para que ela passe a ser verdadeira para quem ouve. Se assim não for, é preferível nem começar. Para o Contador de Histórias, é imprescindível conhecer seu estilo, para não estar a se atrapalhar, forçar algo que não faz parte de si... Por isso a importância da capacitação/formação/inovação, com um formador que trabalhe sua consciência afetiva, emocional, amorosa,leitora, corporal, vocal, performática, narrativa, social... As histórias necessitam de um narrador oral consciente de seu todo. Uma ação pela metade, é só uma metade. Você já se imaginou pela metade, quando poderia estar inteiro na sua inteira encantaria? 
Os ouvintes-leitores, para que se deliciem com a contação de histórias, o narrador oral precisa estar inteiro dentro das histórias e ela nele. É o dito que muitos dizem: O casamento do Contador com a História. É diante deste incrível casamento, que se conquista o leitor-ouvinte. Como chegar neste estágio? É preciso que primeiro aconteça o que chamamos de namoro entre o narrador e a história. Existe uma variedade de meio, desde que o narrador oral enteja aberto ao fazer bem a sua parte. Como?
Primeiro: O Contador de Histórias precisa estar bem/certo/seguro/firme e gostar (de corpo e alma) do que está a fazer...
Segundo: Não ter mil histórias para contar em tão pouco tempo, também estar sem tempo para conhecer cada uma delas... Lembra do namoro?
Terceiro: Os cuidados que se deve ter com a arte narrativa - os quais dão qualidades/valorização à contação.
Quarto: Evitar ações perigosas. Exemplificando, entrar em cena com uma história desconhecida. Aqui você deve estar a dizer: Como alguém vai contar uma história que não conhece? E lhe digo: é quando o Contador passa a narrá-la sem conhecer o seu universo, seus personagens, suas entrelinhas sem antes ter estudado/namorado com a história... É semelhante ao Mediador de Leitura que, sem a experiencia necessário, pega um livro no ato e começa a ler em voz alta, hora se atrapalhando nas pausas durante a troca de página, hora tateando na própria leitura ao sentir-se desconfortável por algo fora de seu próprio controle que marca algumas de suas necessidades de capacitação técnica, para a aquisição de aprendizado que empodere-o neste quesito: Mediação de Leitura, também...
Na falta da escolha do livro, a falta de namoro/casamento com a história, no momento na contação a história até pode encantar o contador, mas não o ouvinte-leitor, até mesmo o próprio autor, caso ele esteja presente. Já imaginou aquele autor chegando até você a lhe dizer: "Você acaba de estragar a minha história..." Isso é broxante, para o Narrador de Histórias autoriais. ao contrária da narração das literaturas tradicionais em que as brincadeiras e os encantamentos que levam o Contador de Histórias aos exageros, até permitem desde que não desencaminhem o seu enredo, mesmo que em cada momento de contar o contador está a aumentar um ponto.
Por hoje, para que eu não fique transbordando de resultados das minhas leituras/estudos e pesquisas, é isso. Até nosso próximo Bate-papo - Deixe sua mensagem, mesmo que seja uma crítica ao meu texto - todas as críticas são pontes para grandes aprendizados!
#Claudete T. M.s
Contadora de Histórias, Mediadora de Leitura Animada, Escritora, Pesquisadora da Arte Narrativa com vivências e experiências de importantes Memórias Vivas, Sonhadora da Cia#MãosqueTecemHistórias....... 
Meus incentivadores: Mestre Francisco Gregorio, Lenice Gomes, Cléo Busatto, Gloria Kirinus, Rubem Alves, Walter Benjamin, Maria Clara Cavalcanti e outros maravilhosos pensadores da Arte da Contação de Histórias e da Filosofia Narrativa Ancestral.

Direitos autorais reservados. Qualquer referência, favor dar os créditos à autora.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

BATE-PAPO COM QUEM GOSTA DE LER E CONTAR, OUVIR E PRESERVAR OS NARRADORES ORAIS!
Frutos de ouvir, ler e contar - Pesquisas e Vivências!

(Material teórico de vivências literárias do Projeto Mãos que Tecem Histórias)

Sempre digo ao público da Oficina de Formação de Contador de Histórias - Mediador de Leitura Animada que: Narrar histórias, com ou sem o elemento livro, é como vestir-se daquela canção que sai do coração. 
O narrador oral, para entoar essa canção, necessita estar inteiro, a conecta-se com cada melodia, onde, entre uma nota e outra, não pode se esquecer do merecido silêncio, da harmonia entre um movimento e outro, da auto escuta até do pulsar do próprio coração. Isso é deixar fluir cada melodia ao libertar a canção que chama a história que, por sua vez, entra no ambiente de escuta de cada ouvinte-leitor a dançar no ritmo de cada coração.
Quando o Narrador Oral consegue ser levado pela encantaria do universo presente. Isso é ouvir a voz do próprio coração. Por isso se diz estar inteiro.

Participar de oficinas para o conhecimento de técnicas para o domínio de expressões corporais, é saber ir em busca de EXERCÍCIOS DA PRESENÇA, por meio da competência vocal, musicalidade e também da dança narrativa . Assim se constituem os Contadores de Histórias, Narradores Orais. em especial, quando o Objetivo do Narrador é de qualificar a própria narrativa, quando percebe suas necessidades . 

Aqui o Narrador de Histórias é aquele sujeito que prioriza sua prática com experiências de excelência, sempre de braços dados com as histórias. E segue revendo os aspectos sonoros, rítmicos e musicalidade da voz, corpo e movimento, com ou sem danças, onde o exercício da presença se concretiza por inteiro, em cena... E os jogos de atenção, concentração, escuta, imaginação, criação, atuação de improviso, autodescoberta de recursos internos, provocam a fluidez da arte entrar, viver e sair do enredo povoado de descobertas auxiliadoras da Arte Narrativa. 
Para se fazer tudo isso, antes é preciso sentir e viver, ler e contar; contar e ler, como também ouvir. Assim vivemos essa arte, em muitos momentos, para poucos, onde o Narrador Oral precisa está por inteiro. Até os ouvintes, na mais tenra idade, ficam focados/atentos...
E socializar esses saberes a partir de minhas leituras teóricos e práticas, também é aprender  com os  leitores - uma troca entre pares, em constante movimento. 
Contar Histórias, com ou sem livros, fazer Mediação de Leitura Animada, também ouvir, é o caminho que abre um leque de possibilidades para a sublimação de afetos e emoções... É uma Arte sempre a nos chamar para novas descobertas para o aprender a aprender em cena.
Texto/Pesquisa/Autoria: Claudete Terezinha da Mata777

sábado, 17 de março de 2018


Projeto de Formação de Mediadores de Leitura Animada para Bebês/ANO 2018

Parceria entre a Ministrante Claudete T. M.s (Idealizadora e Coordenadora do Projeto MQTHs - Ação Voluntária) e a Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho.

ENCONTROS: QUINZENALMENTE NAS QUARTAS-FEIRAS 
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho - Florianópolis/SC
PRIMEIRO SEMESTRE/2018
Conteúdo Teórico-Prático:
- Concepção de Leitura X Nova Concepção de Leitor - O Narrador Oral-Mediador de Leitura Animada para Bebês, na Contemporaneidade: Um simples leitor ou um Contador de Histórias-Mediador do Livro e da Leitura Animada e Compartilhada?
- Exercitando novas facetas na formação da prática leitora do Medidor de Leitura Animada para Bebês. Por que não também para todas as idades? Neste processo de formação de Mediadores de Leitura dentro da metodologia de animação, os encontros vão estar conduzindo os integrante rumo à pesquisa sobre as fases de desenvolvimento dos leitores desde a primeira infância (e bem antes - na fase intrauterina) à fase do "vetusto". Exercício contínuo do processo de formação do Mediador de Leitura Animada. 
CAGNETI, Sueli de Souza. Leituras em Contrapontos: Novos jeitos de ler. São Paulo: Ed. Paulinas, 2013.
KIRINUS, Glória. Syntomas de poesia na infância. São Paulo: Ed. Paulinas, 2011.
SOARES, Salizete Freire. Reconto que passa. São Paulo: Ed. Paulinas, 2016.
Bibliografia de Contos: Aberta às sugestões em grupo, com a interação de outros Teóricos, para o processo de Aprender a Aprender como entrar e sair do universo dos livros.
MARÇO
07/03/2018
Conteúdo de Abertura: “Projeto Mãos que Tecem Histórias”, suas ações e objetivos voltados ao Processo de Formação do Mediador de Leitura Animada para Bebês.
Sobre o que pensar para “ser” mediador de leitura animada para a primeira infância?
a)    Por que a importância da mediação de leitura no processo de desenvolvimento da criança na primeira infância?
b)    Como trabalhar o processo de mediação de leitura animada na primeira infância?
c)    Como entrar em cena, respeitando e contribuindo com o despertar das estruturas afetiva, emocionais e sociais, no preparo da zona imaginativa criança até os 03 anos de idade - em contato com a leitura do mediador e o manusear do livro, pós-mediação?
d)    Quem vem primeiro, a Mediação da Leitura ou o Livro?
e)    O que fazer e como fazer em cena com os livros?
f)     Conhecer os Syntomas e os Benefícios da Poética dos Contos e outras Narrativas, na construção das imagens na infância, antes do contato visual com as ilustrações?
g)     Explorando as teorias e as técnicas na prática da Mediação de Leitura Animada.

TAREFA para a Próxima Aula: Registrar o que mais lhe chamou a atenção, pós-leitura do contexto da primeira aula – Reflexão sobre as impressões do que ouviu e consegue desdobrar em forma de texto escrito, e o contexto apresentado em grande grupo.
21/03/2018
Apresentação do Cronograma (Datas) das Aulas no Primeiro e Segundo Semestre:
·         Aulas Teóricas e Práticas: Reflexões durante as apresentações de conteúdos teóricos seguidos da Apresentação e Apreciações de livros de contos, fábulas de encantamentos medievais e contemporâneas, com narrativas voltadas ao desenvolvimento da mediação de leitura, facilitando as dinâmicas do corpo do mediador, suas expressões orais e emocionais...
ABRIL
Conteúdo: Praticando a Arte da Mediação de Leitura Animada - Linguagem Fiandeira de Contos, Encantos e sublimação de Memórias.
a)     04.04.2018: Apresentação de livros escolhidos pelos participantes - Aula Teórica e Prática!
b)     18.04.2018: Orientações de Dinâmicas Narrativas, acompanhadas das Técnicas - Aula Prática;
c)     25.04.2018: Aula laboratório – 9º Sarau Catarina (Prática de Mediação de Leitura Animada, aberta ao Público Infantil – Das 14h00 às 15h30). Com participação dos integrantes do Projeto mãos que Tecem Histórias, com a Organização das Apresentações a serem feitas em grupo. A participação dos alunos resultara no acréscimo da carga horário do curso.
MAIO
a)    02 e 16.05.2018: Aula Prática acompanhada de momentos de apreciação reflexiva em grande grupo;
b)    23.05.2018: Aula laboratório – 10º Sarau Catarina (Prática de Mediação de Leitura Animada, aberta ao Público Infantil – Das 14h00 às 15h30). Com participação dos integrantes do Projeto mãos que Tecem Histórias, com a Organização das Apresentações a serem feitas em grupo. A participação dos alunos resultara no acréscimo da carga horário do curso.
Local: Bosque Pedro Medeiros, Rua Afonso Pena, 1070, Bairro Estreito. Rua ao lado da Biblioteca Municipal, Professor Barreiros Filho.

c)    30.05.2018: Aula Teórica – Apreciação da Prática da Oralidade dos Mediadores de Leitura  Animada em Roda – No Palco.
JUNHO
a)    13.06.2018: 11º Sarau Catarina – Mediação de Leitura Animada. Apresentação Aberta ao Público Noturno.
·        Tarefa para a próxima aula: Levar um livro infantil, de sua escolha, para apresentação e orientações sobre a escolha dos livros.
b)   27.06.2018: Apresentação da Tarefa solicitada na  Aula anterior, cada qual com a supervisão e mediação contextual da Ministrante/Coordenadora Projeto Mãos que Tecem Histórias – Ministrante: Claudete T. M.s.
 JULHO
11.07.2018: Grande Livro das Fábulas de Encantamento: Reflexão, Impressões sobre os característicos psicológicos dos personagens envolvidos, com Relato a ser enviado por email: claudete_tm@hotmail.com, para apresentação no dia 25.07.2018.
18.07.2018: 12º Sarau Catarina – Mediação de Leitura Animada para a Criança interior de cada ouvinte-Leitor.
Apresentação Aberta ao Público Noturno.
25.07.2018: Fechamento do Primeiro Semestre – Avaliação do Andamento do Grande Grupo: Do individual ao coletivo.
SEGUNDO SEMESTRE
AGOSTO
08.08.2018: Recebemos a pesquisadora, contadora de histórias, escritora e idealizadora, Inventadora de Jogos Poéticos para acordar a Biblioteca - GISELE RIBEIRO.


INTEGRANTES EM EXPERIÊNCIAS COM JOGOS POÉTICOS:
 JAIME DAROLT
 AMANDA
 HORA DO JOGO
 OFICINERA EM CENA
 ANDRÉA RIHL 
APARECIDA FACIOLI
Aulas Dinâmicas
Bibliografia do mês de Agosto:
GÓES, Lúcia Pimentel. Olhar de descoberta: proposta analítica de livros que concentram várias linguagens. São Paulo: Ed. Paulinas, 2009.
HAURÉLIO, Marco. A lenda do Saci-Pereira em cordel. São Paulo: Ed. Paulus.
29/08/2018: 13º Sarau Catarina – Mediação de  Leitura Animada.
·        Apresentação Aberta ao Público Diurno e Noturno.
SETEMBRO
Bibliografia para estudo no mês de Setembro:
KIRINUS, Glória. Syntomas de poesia na infância. São Paulo: Ed. Paulinas, 2011.
SOARES, Salizete Freire. Reconto que passa. São Paulo: Ed. Paulinas, 2016.
Bibliografia de Contos: Aberta a sugestões em grupo.
05/09/2018
Conteúdo: O olhar do Mediador de Leitura sobre a função social da mediação de leitura na vida das crianças e outras idades, através dos contos, lendas e brincadeiras com a textualidade na voz do mediador.
19/09/2018
14º Sarau Catarina: Contos e Lendas
Mediadores de Leitura Animada: Integrantes do Curso.
Participação: Assistir, ouvir, interagir, etc.
Uma Aula Laboratório a ser organizada no dia 05.09, em grupo.
OUTUBRO
03/10/2018
Aula Teórica e Prática.
Conteúdo: Leitura da fantasia X Mediação de Leitura Fiandeira, diante do Saber Latente na Primeira Infância e Idades posteriores.
17/10/2018
Aula Teórica e Prática.
Como lidar com o imaginário humana, por meio da oralidade, gestos, pantominas, sonoridade..., no desatar da infância interior do mediador de leitura nas suas diferentes fases e facetas - uma conexão com o universo imaginário nas práticas criativas, em cena?
Bibliografia do mês de outubro:
GÓES, Lúcia Pimentel. A alma da imagem: a ilustração nos livros para crianças e jovens na palavra de seus criadores. São Paulo: Ed. Paulus, 2009.
KIRINUS, Glória. Criança e poesia na pedagogia Freinet. São Paulo: Ed. Paulinas, 2008.
Bibliografia: Aberta a sugestões em grupo.
LISBOA, Elisete. A Bruxa mais velha do mundo (A) - com Braille. São Paulo: Ed. Paulinas.
Aula Laboratório: Sarau do Livro e da Leitura
Entre os Integrantes, para revisão da prática leitora e outras práticas.
31/10/2018
Aula Laboratório: Comemoração ao Dia do Saci
Diferentes Vozes da Mediação de Leitura Animada do “Era uma Vez e sempre será...”
Mediadores de Leitura: Integrantes do Curso de Formação do Projeto Mãos que Tecem Histórias.
Apresentação aberta às Famílias e Instituições de Educação Infantil
Repertório: Contos, Lendas e Fábulas de Autores Contemporâneos
Horário: Das 14h00 às 16h00 – Das 18h30 às 20h30
Local: Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho
Bairro Estreito - Próximo do Hospital Florianópolis e Colégio Nossa Senhora de Fátima
NOVEMBRO
14/11/2018
Conteúdo: Roda de Apreciação das Práticas de Mediação de Leitura Animada (Fechamento/2018 da prática da oralidade – Mediação de Leitura Animada, em Grupo)
Esta prática propõe o fortalecimento da Cultura das Narrativas Populares por meio da literária com uso da musicalidade, poesia, tendo como marca a Cultura da Arte da Contação de Histórias nos seus diferentes estilos – um deles, a Mediação de Leitura animada para Bebês.
Bibliografia: Aberta a sugestões em grupo, para a Apresentação de Encerramento.
28/11/2018
APRESENTAÇÕES DE ENCERRAMENTO: Parque Coqueiros!
Convite aos Integrantes do Curso: Participação no Encerramento do Projeto “Mediação de Leitura Animada para Bebês – Bairro Coqueiros/Florianópolis/SC.
Horário: A partir das 14h30 às 17h00
Maiores informações: No início de novembro, por email: Claudete_tm@hotmail.com
ATENÇÃO!
Todos AS DATAS estão SUJEITAS À MUDANÇA!
Informação serão enviadas aos inscritos com comunicação extra por email.

CERTIFICAÇÃO EXPEDIDA PELA BIBLIOTECA MUNICIPAL BARREIROS FILHO

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

UM POUCO SOBRE O PROJETO: MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS - Formação Continuada de Contadores de Histórias e Mediadores do Livro e da Leitura Animada!

Contação de Histórias com Uso de Bonecos e Mediação de Leitura Animada
Apresentação
(Espaço da Secretaria da Cultura do Distrito Federal - Preparando mais um Projeto de estímulo à Prática Leitora: Para 2018)

Dedico a maior parte de meu tempo à prática da oralidade, estudando, pesquisando, elaborando meus saberes e levando projetos ao público. Todos em pleno e desenvolvimento. Sou uma viajante, dessas que percorre terras e mares, tempos sem tempo e sem fronteiras. De repente, consigo conversar com uma formiga. Alguns me chamam de fada, outros preferem dizer que sou Bruxa da Mata... 
(Minha Neta aos 05 meses - Agosto de 2017)

E vou vivendo tudo isso, também minha vida além desta. Agora sou avó de uma menina que já nos mostra seus brinquedos favoritos: Ler livros e ouvir histórias. Ela é a fonte de inspiração do Sarau Catarina: Para Pais e Filhos, Avós e Netos, Público Livre.
Feira Catarinense do Livro - 2015
(Mediação de Leitura Animada - Por Claudete T. M.s)

A contadora de histórias, Claudete Terezinha da Mata, Presidente Nacional-Fundadora da Academia Brasileira de Contadores de Histórias - ABCH vive feliz na ação de caráter voluntário, a oferecer sua arte narrativa e seus projetos para todos os públicos: professores, alunos a partir dos 10 anos (acompanhado de um responsável), profissionais de todas as áreas do conhecimento, pai e público em geral. 
Setor Infantil da biblioteca Pública de SC
(Contação de Histórias com Uso de Elementos em Cena)

Mãos que Tecem Histórias, assim como todos os projetos anteriores, é um Projeto dividido em etapas, a proporcionar o processo de formação consciente de narradores que desejam aperfeiçoar as suas práticas narrativas. 
No projeto Espaço de Histórias da ABCH
(Espaço de Exposições Lindolfo Bell/CIC)

O conteúdo a ser trabalhado, como: Arte de Contar, Imaginar e Encantar com as Histórias Tradicionais e Contemporâneas, Contos Clássicos, Histórias Animadas com Origami e outros Objetos de Cena, Arte de Ler e Media o Livro, Bonecos Contadores de Histórias: Manipulação e Confecção, são conteúdos elaborados para aguçar o refinamento da prática da oralidade, sacudir o gosto pelo livro e a leitura, pesquisar, estudar e incentivar estas atividades de difusão cultural, capazes de contribuir com o despertar da sensibilidade humana, o imaginário e a prática do processo criativo consciente, também para o despertar da arte de aprender a aprender no coletivo a serviço da ancestralidade. E assim, na preservação e perpetuação do contador de histórias – narrador oral e respeito aos diferentes estilos.
Cinema do Centro Integrado de Cultura/CIC/Florianópolis/SC
(Mediação do Livro e da Leitura animada e Compartilhada)

No decorrer de cada encontro, quinzenalmente, os participantes vão conferindo a programação e se apropriando da metodologia de ensino e crescendo no nível de aprendizagem, com  orientações durante os encontros e quando solicitam. É uma metodologia que faz parte do processo de crescimento inter e intrapessoal.
 Setor Infantil da biblioteca Pública de SC
(Contação de Histórias com Uso de Elementos em Cena)

Durante o desenvolvimento do conteúdo da oficina, todos são orientados nas suas atitudes no coletivo, bem como, são convidados em cada semestre para participar de Oficinas Extras, onde todos possam ouvir outros ministrantes (colaboradores) e seus trabalhos. E, ao final de cada semestre, os participantes estarão levando ao público de todas as idades, as suas apresentações narrativas.

Sendo este um trabalho de formação continuada, ao final do ano, os participantes recebem a “certificação de formação”, da Ministrante e parceria. A certificação será de acordo com a carga horária frequentada, pelo menos de 75% de frequência nas aulas. Carga horária inferior fica sem certificação.
Formação de Mediadores do Livro e da Leitura Animada 
(Espaço da Biblioteca Pública de SC)

No espaço do Centro Integrado de Cultura – CIC, a participação dos interessados, na OFICINA, é GRATUITA - Salvo as empresas que queiram conhecer sobre o conteúdo da Oficina para estarem enviando os seus indicados, propõe-se uma contrapartida, como: Auxilio na edição de Saraus, material de divulgação e outros trabalhos da Oficina.
Ministrante Voluntária: Claudete T. da Mata (Pedagoga, Especialista e Mestre em Psicopedagogia clínica, Escritora, Pesquisadora de Culturas Perdidas e ou Esquecidas, Atriz Bonequeira (Sem DRT), Militante da Arte Narrativa da contação de Histórias... Artesão de Bonecos Lúdicos e Mulher Oleira.)

PARCERIA: FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA - FCC
APOIO: TRANSPORTE PARA OUTROS MUNICÍPIOS E ISENÇÃO DE ESPAÇOS. 

28.08.2017 - REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A HISTÓRIA DE PINÓQUIO E OUTROS CONTOS - ENCONTRO DA TURMAS DA TARDE E DA NOITE: MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS - NO CINEMA DO CENTRO INTEGRADO DE CULTURA/CIC/FLORIANÓPOLIS/SC

Das 14h30 Às 17h00 - No Projeto #MãosqueTecemHistórias, a integrante Márcia Santana, levou o Conto de Pinóquio, com uso de elementos em cena, que abriu uma série de reflexões muito inusitadas... 
 Foi uma tarde mágica.
Márcia tem mãos tecelãs. é dona de uma voz que encanta e canta nobremente.
Os elementos foram confeccionados e adaptados por ela. 
Este foi um exercício de aprendizado e aperfeiçoamento das técnicas naturais, que necessitam de orientações para o aperfeiçoamento das práticas narrativas com uso de elementos. 
 Também aconteceu o estudo da narrativa em grupo em torno da construção da narrativa de Pinóquio: características dos personagens principais e secundários, enredo da época e suas contribuições até a atualidade, a importância deste conto para o contador de histórias numa atuação mais consciente, dentro e fora do ambiente educacional.
Sabedoras de que nos tempos remotos (Antiguidade) a prática da contação de histórias era vista sob um olhar inferior à escrita, época em que os povos antigos se reuniam em volta de fogueiras para contar histórias que foram constituindo as lendas e dando origem aos contos que temos até hoje. um deles é a história de Pinóquio, sempre lido e revisado pelos leitores contemporâneos, disseminando a a cultura, os costumes, sendo um deles: reunir-se para ouvir histórias, hoje uma atividade não mais só para entreter, mas também para aprender, imaginar, viajar pelo universo sagrado com os narradores e poder ler os segredos contidos nas entrelinhas de cada conto... de poderem caminhar pela arte de criar e recriar as narrativas orais oriundas de tempos antigos a dar origem às releituras publicas por autores contemporâneos. Como se explica por que durante tanto tempo a prática da contação de histórias foi rejeitada pela sociedade do tempo pós antigo? Seria porque as suas lendas e contos serem histórias do imaginário popular pertencentes à memória coletiva ou por serem destinadas a ouvintes adultos da época e bem depois virem ao encontro do público infantil e às comunidades em geral - públicos ouvintes? Esses foram e ainda são assuntos debatidos nos nossos encontros. Por que? Porque ainda temos aqueles que não acreditam no poder das histórias, nem mesmo nelas... 
Também temos os meios de comunicação em massa a separar o corpo do narrador dos seus ouvintes. Como? Ter que ouvir o contador de histórias, sem poder falar com ele após sua narração - no momento da APRECIAÇÃO das histórias: tirar dúvidas com os narradores dispostos às perguntas dos ouvintes e preparados para os afagos com acompanhados das respostas... 
 É maravilhoso olhar olho no olho, sentir o calor humano, acordar os ouvidos, abraçar os fios da memória numa contradança com os cabelos da alma.... esbugalhar olhos, provocar estranhamento, sentir aquele medo que nunca desejamos sair de nós porque ele também faz parte do alimento que o conto conta... 
 Ir em busca do conhecimento e do respeito ao tempo das histórias... isto é dar alma, vida e liberdade aos movimentos de cada história. É deixar que elas sejam as estrelas em cena...
Assim também acontece no momento atual: Ter o contador de histórias nas suas narrativas, seja de sua autorial ou de outros autores a mostrar os encantos no momento de "ImaginAção"...
E poder viver o espaço atemporal e sair pelas floresta da Itália, morada de muitos sábios e sábias até a casa de um velho solitário: Gepeto, como incentivo e cheio de desejo de saber como seria ter um filho de verdade? Isso é ser um #contadordehistórias e #mediadordeleitura com "AnimAção".
De colocar em cena nossa competência criadora de imagens virtuais capazes de transportar nossos ouvintes para dentro do tempo da história narrada...
E poder trocar de roupa em cena sem cortar o fio da história.... e de conseguir sentir com consciência, os sintomas das poesias de cada história a banhar nossas almas com seus encantos, seus espantos, seus seres em constante metamorfose!

Além dos novos integrantes, também temos aqueles que sempre estão presentes nos encontros, desde 2013 e 13.07.2015. Muitos sempre estão de volta, sempre juntos...

Texto de Claudete T. da Mata
Fotos: Natan Leal e Integrantes do Projeto.