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quinta-feira, 18 de julho de 2019

03.07.2019 - CIA Mãos que Tecem Histórias, na feira Catarinense do Livro, em Florianópolis!

E o Contador de Histórias, quando está por inteiro, de caso com a palavra bem contada, desata a imaginação...
(A Cia Mãos que Tecem Histórias, aos pouco vai crescendo. Coordenação: Claudete T. da Mata - Ação voluntária) 777, venha nos patrocinar queridos empresários...
E fomos à Feira Catarinense do Livro, com seus integrantes e convidados, que levaram suas encantarias em cena, a narrar, cantar, dançar e poetizar...
 E as Narradoras amigas, aos poucos foram chegando.
(Da esquerda à direita: As Narradoras de Histórias Roseli Schutel, Vó Osmarina Maria de Souza, Andréa Rihl, Claudete T. da Mata (Eu) e Marli Emmerick Ferreira)

Chamamos as histórias com cantorias que, só os contadores de histórias de alma e coração, conseguem fazer. O demais, necessita de ensaios, palco bem decorado, muitas fitas e rendas... Na CIA Mãos que Tecem Histórias, o Narrador é nosso Convidado a entrar em cena - da plateia para o palco... 
 Bianca (Abaixo) chama os Três Porquinhos no dedilhar das cordas de seu violão.
Bianca Ramos, encantou gente crescida e os que ainda estão a descobrir a encantaria da  musicalidade que conta histórias.
 Eu a acompanho na cantoria de chamada da Dona Bernúncia.
 Entrada da Dona Bernúncia...
 O público, pelo corredor da Feira, certamente que está a nos ouvir. assim é nosso público em ambientes de visitações, compras de livros, etc. Não é um palco de teatro...  Assim é a tarefa de quem vai contar histórias nesses ambientes.
 E quem gosta de ouvir sem olhar mil coisas, senta confortavelmente, enquanto a dona Bernúncia faz a sua  obrigação de entrar na roda, dançar e até abrir seu bocão...
É a Cia MqTH, mais um de meus sonhos que aconteceu e promete acontecer sempre. Assim estou a aprender com os passos que me levam  de mãos dadas com os amigos fraternos, aos lugares por onde no chamam. E me maravilho com o público, a presença interativa do amigos visitantes, dos ouvintes-leitores, com o toque de cada amanhecer. Desde menina, eu sonhava ser o que sou.
 (Bernúncia: confecção de Claudete T. M.s)
 Ela chega encantando a todos.
Após a dança narrativa, cantante/encantante da Dona Bernúncia, aconteceu a Mediação de Leitura animada do Conto da "Bernuncinha - Olê, Olê, Olá...", de Fábio Castilho. 
E sempre vejo o aconchego das narrativas nas diferentes vozes e linguagens, cada qual a expressar na sua forma peculiar de ser e de estar, no alinhavar dos fios de memórias na expressão da arte e da cultura tradicional por onde perpassam a vasta forma de narrar histórias que inspiram o querer de cada ouvinte... E o meu querer sempre rodopia, dança, me esbugalha os olhos a me fazer voltar a ser criança. É aquele querer que precisamos ter, para que os sonhos aconteçam. Assim vivo esse viver há mais de 30 anos. Por isso, não me é difícil continuar sonhando e fazer outros sonhos vir à realidade. 
 E uma força estranha, que chega de mansinho a nos encorajar. 
 Vó Osmarina tem vida longa, sempre a nos preparar para a maturidade cheia de garra, gosto e amor pela arte narrativa e o abraço fraternos dos amigos...
 A Vó nos agraciou com a sua Mulata Faceira. 
 Andréa Rihl nos levou ao encontro da "Velha Rendeira"...
 Ana Esther e Marli, encantoram os ouvintes com contos e cantorias...
Público entra em cena com a narrativa interativa do "Carvalhinho Solitário", autoria da própria Ana Esther Balbão.  
Os ouvintes viajam no dorso da imaginação...

A escritora/narradora de histórias, Princia Belli narrou um poema de Cruz e Sousa - Poeta catarinense que ganhou o mundo e até um museu em sua homenagem, no centro de Florianópolis: Museu Cruz e Sousa. 
E fico atrevida, sem medo de por os pés no chão, as mãos nas massas e nas maçãs. E quando acordo em cada amanhecer, agradeço ao nosso Criador por tudo o que vivi e o que ainda viverei... Sei que o amanhã é um tanto de ilusão que muitos de nós ainda ousam programar..., mas sonhar é preciso... E viver esses sonhos, é vida longa para muitos. Então, meninas da Cia MqTH, vamos viver esse sonho não sonhado só.
Nessa tarde a Contadora de Histórias, também escritora, Raquel Mazzera, representando a "Academia Brasileira de Contadores de Histórias",  também esteve conosco a narrar um causo da vida real do povoado de São João Batista, sua terra natal. 

Meninas: Ana Esther Balbão Pithan, Bianca Ramos, Roseli Schutel, Andréa Rihl, Princia Beli, Osmarina Maria de Souza, Marli Emmerick Ferreira, - Vocês que não me deixaram sozinha em cena; nossos ouvintes-leitores - Nita Saideles Martins, Dom Oscar, Vera Portella, Vera Lucia Silva, Flavia Cardoso Mendes e sua neta Giovana, minha neta Catarina, todas as crianças e adultos que passaram e ficaram para nos ouvir, o público que nos ouviu, mesmo sem querer... A todos, em especial ao nosso #Criador, aqui expresso minha GRATIDÃO! E VOLTAREMOS, MUITO EM BREVE.

Fonte textual: Vivencias do grupo, literatura da tradição oral - segredos ancestrais.
777, venham nos patrocinar queridos empresários... GRATID.ÃO pelo pronto atendimento.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

CIA MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS - NA FEIRA CATARINENSE DO LIVRO, EM FLORIANÓPOLIS/SC.

09.07.2019 - No Projeto da Cia #MãosqueTecemHistórias, na Feira Catarinense do Livros, em Florianópolis/SC - Levei a Arte  de Historietar momentos reais, com a Princesa Negra: Abayomi.
 Das 14h00 às 16h00, fiz narrativas orais para acordar um pouco de histórias que a História não conta. E acordei/provoquei pensamentos, imaginações, processos criativos sem moldes, historietando com as bonecas da Princesa Abayomi.
 Mostrar um pouco da história dessa princesa nascida  na Mãe-África, a passear (imaginar) sobre sua trajetória pelas aldeias, por onde passou a conhecer a realidade fora de seu povoado, quando decidiu dar mais atenção ao seu povo... de onde surgiu a criação nativa das bonequinha que ganharam seu nome: Abayomis.
E foi nesse historietar com as bonequinhas, que fiz a narrativa interativa, com elementos em cena, pela travessia dos africando, uns capturados e outros vendidos, em várias regiões da Mãe-África, dentre os quais haviam também crianças que, com a sorte ou as mãos do destino, chegaram ao Brasil... Foi uma tarde, uma tarde foi com um pouco do que diz a Senhora #História que os livros de histórias não contam... 
 Iniciei esta narrativa no dia 06.07 e retornei no dia 09.07.
 Nesse dia 06.07, até as crianças se encantaram com a história da Princesa Negra - Abayomi.
Nesse dia 06.07.19 - fiz uma demonstração do processo de confecção das bonequinhas, enquanto historietava para o público. A oralidade ia ate´o final do corredor da feira, onde estava o público visitante a olhar os livros. E quem estava interessado na narrativa, chegava de mansinho e sentava para ouvir. 


E conversei sobre o que uma descendente de escravos da região do Congo esteve a me contar numa mesa farta de iguarias que alimentam o corpo. Quando assim fiquei a saber um pouco além do que os livros de histórias não contam. Consegui informações, digamos que extraí da própria fonte, sobre o que acontecia nos porões dos navio, que foi de arrepiar. E minha pesquisa sobre a #Arte de Contar HISTÓRIAS mais próximas do mundo real, ficou mais real ainda, em especial sobre o castigo dados às mulheres (castigos recebidos com dores de sangrar até morrer... e serem jogadas no mar, caso o silêncio nos PORÕES não acontecesse. E também conversamos um pouco sobre as mulheres vitoriosas (Anchieta de Barros, Dandara, Joana Darc...), e sobre a confecção das bonequinhas feitas com pedações de panos rasgados a dentes, um pouco do passo-a-passo do processo de confecção, sobre as energias que dão vida às Abayomis; suas representações hoje para quem as ganha de presente, como a bonequinha do "símbolo" de resistência, alegria, vitória, boa travessia... 

Também historietei nos dias 06 e 09 de julho de 2019, sobre os Contos das Avós - Mulheres sábias de várias culturas, e outras mulheres como Antonieta de Barros, rita Maria... Narrativas curtas, para trazer ao conhecimento do público, um pouco da Força da Mulher.
Narrar sobre Abayomi e as Avós, é poder dizer sobre os lugares especiais que nós mulheres temos no nosso clã, também sobre a preservação e perpetuação da nossa ancestralidade de várias artes e culturas... Foi valoroso, um elixir de ânimo, não só para mim, mas para as mulheres, os homens e as crianças presentes nessa tarde.

* Texto elaborado a partir de minhas Vivências como Ministrante/Facilitadora de Oficinas de Formação de Contadores de Histórias e Mediadores de Leitura Animada, e de pesquisas da literatura oral (Contos Populares) e autoral de autores como: Francisco Gregório Filho, Lenice Gomes, Cléo Busatto e outros.